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1.0 - Radar3.0 - Negócios

Economia colaborativa: risco ou oportunidade?

 

Ape¬≠sar da com¬≠preen¬≠s√≠v¬≠el apreen¬≠s√£o que causa em diver¬≠sos mod¬≠e¬≠los de neg√≥¬≠cios at√© ent√£o con¬≠sol¬≠i¬≠da¬≠dos, a econo¬≠mia colab¬≠o¬≠ra¬≠ti¬≠va √© um mun¬≠do ain¬≠da n√£o total¬≠mente desven¬≠da¬≠do que vai rev¬≠olu¬≠cionar a maneira de se faz¬≠er neg√≥¬≠cios e at√© mod¬≠i¬≠ficar as for¬≠mas de pro¬≠du√ß√£o em diver¬≠sas √°reas, poden¬≠do ter impacto sig¬≠ni¬≠fica¬≠ti¬≠vo nas cor¬≠po¬≠ra√ß√Ķes e at√© na pr√≥pria orga¬≠ni¬≠za¬≠√ß√£o da sociedade.

O que já ficou claro é que ela veio para ficar. Mas ao mes­mo tem­po em que colo­ca pressão sob alguns negó­cios, tam­bém tem de ser vista como opor­tu­nidade. Na ver­dade, rup­turas de mod­e­los de negó­cios sem­pre ocor­reram des­de que a sociedade cap­i­tal­ista se orga­ni­zou. A Rev­olução Indus­tri­al, por exem­p­lo, cau­sou grande impacto sobre o arte­sana­to, até então for­ma pre­dom­i­nante de se pro­duzir bens. O arte­sana­to, con­tu­do, resiste há mais de dois sécu­los se rein­ven­tan­do e ten­do adep­tos e profis­sion­ais em todo o mun­do.

Quer um exem¬≠p¬≠lo na ind√ļs¬≠tria das via¬≠gens? Durante muito tem¬≠po, as via¬≠gens mar√≠¬≠ti¬≠mas foram a √ļni¬≠ca for¬≠ma de um pas¬≠sageiro tro¬≠car de con¬≠ti¬≠nente. Era um neg√≥¬≠cio alta¬≠mente lucra¬≠ti¬≠vo para as primeiras com¬≠pan¬≠hias de nave¬≠g¬≠a√ß√£o. A sele√ß√£o brasileira, por exem¬≠p¬≠lo, via¬≠jou de navio para algu¬≠mas de suas primeiras Copas do Mun¬≠do.

Quan¬≠do a viagem de avi√£o se mas¬≠si¬≠fi¬≠cou, tomou rap¬≠i¬≠da¬≠mente 100% de todo o Mar¬≠ket Share no trans¬≠porte inter¬≠con¬≠ti¬≠nen¬≠tal. O neg√≥¬≠cio dos grandes navios sofreu um forte aba¬≠lo, mas soube evoluir e se diver¬≠si¬≠ficar. Com o tem¬≠po, as com¬≠pan¬≠hias pararam de pen¬≠sar em trans¬≠portar pes¬≠soas e trans¬≠for¬≠maram os cruzeiros em m√°quinas de entreten¬≠i¬≠men¬≠to que atraem mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas por ano. Hoje √© muito comum, inclu¬≠sive, a uni√£o dos dois mod¬≠e¬≠los. Por exem¬≠p¬≠lo, o pacote de um cruzeiro pelo Caribe, que antes pede um trans¬≠porte a√©reo at√© a Am√©ri¬≠ca Cen¬≠tral.

A difer¬≠en√ßa do pas¬≠sa¬≠do para hoje √© a de que as rup¬≠turas s√£o mais fre¬≠quentes, mas tam¬≠b√©m mais ef√™meras. N√£o se sabe se uma moda que ‚Äúpegou‚ÄĚ de uma hora para a out¬≠ra vai se sus¬≠ten¬≠tar. Mas as exper¬≠i√™n¬≠cias mostram que os gan¬≠hadores s√£o sem¬≠pre aque¬≠les que n√£o fogem das mudan√ßas, mas ten¬≠tam se adap¬≠tar a elas ou, mel¬≠hor ain¬≠da, cri¬≠ar servi√ßos ou mod¬≠e¬≠los de neg√≥¬≠cios que tirem proveito delas.

A ind√ļs¬≠tria das via¬≠gens em espe¬≠cial est√° sendo impacta¬≠da neste momen¬≠to por alguns mod¬≠e¬≠los ‚Äúdis¬≠rup¬≠tivos‚ÄĚ. √Č impor¬≠tante abrir dois debates: um ref¬≠er¬≠ente √†s for¬≠mas de se colo¬≠car as difer¬≠entes con¬≠cor¬≠r√™n¬≠cias em condi√ß√£o de igual¬≠dade, por meio de algu¬≠ma uni¬≠formi¬≠dade na reg¬≠u¬≠la¬≠men¬≠ta√ß√£o dos servi√ßos ‚Äď quem sabe aprovei¬≠tan¬≠do este momen¬≠to para sim¬≠pli¬≠ficar a vida de quem empreende ‚ÄĒ , e out¬≠ro sobre como inte¬≠grar essa econo¬≠mia com¬≠par¬≠til¬≠ha¬≠da ao atu¬≠al mod¬≠e¬≠lo de via¬≠gens. Da mes¬≠ma for¬≠ma que avi√Ķes e cruzeiros con¬≠vivem har¬≠mo¬≠niosa¬≠mente, vejo que h√° espa√ßo para todos no ecos¬≠sis¬≠tema.

Cic¬≠los econ√īmi¬≠cos √† parte, a tend√™n¬≠cia de m√©dio e lon¬≠go pra¬≠zo para a ind√ļs¬≠tria de via¬≠gens √© de cresci¬≠men¬≠to. Ain¬≠da h√°, no Brasil e no exte¬≠ri¬≠or ‚Äď majori¬≠tari¬≠a¬≠mente nos pa√≠s¬≠es em desen¬≠volvi¬≠men¬≠to, uma enorme deman¬≠da reprim¬≠i¬≠da. Nes¬≠sa grande mas¬≠sa de clientes, haver√° o bus¬≠cador de pre√ßo, o de con¬≠for¬≠to e o h√≠bri¬≠do. Haver√° quem usar√° Uber ou Cab¬≠i¬≠fy e quem pedir√° t√°xi ou alu¬≠gar√° um ve√≠cu¬≠lo. A diver¬≠si¬≠fi¬≠ca√ß√£o das for¬≠mas de se obter receitas e um alto inves¬≠ti¬≠men¬≠to em tec¬≠nolo¬≠gia ser√£o os dois ingre¬≠di¬≠entes para o suces¬≠so das empre¬≠sas do setor de via¬≠gens nesse ambi¬≠ente com¬≠pet¬≠i¬≠ti¬≠vo.

Vale a pena ver a econo­mia colab­o­ra­ti­va como opor­tu­nidade, pois ninguém sabe de onde virá a próx­i­ma grande ideia. Que tal vir de você?

 

Foto: Repro­dução

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