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economia

A alta do dólar representa uma oportunidade ou desafio?

A alta cotação do dólar, aci­ma dos R$ 4,20, e o mer­ca­do inter­no cheio de incertezas, desan­i­ma­do com a econo­mia enfraque­ci­da, acende um aler­ta para novos expor­ta­dores. No entan­to, este cenário pode ser um empurrão para quem bus­ca uma chance para expandir no mer­ca­do inter­na­cional. Mas atenção: essa chance pode escon­der armadil­has.

Michelle Fer¬≠nan¬≠des, CEO da M2Trade e espe¬≠cial¬≠ista em com√©r¬≠cio exte¬≠ri¬≠or, acred¬≠i¬≠ta que a super¬≠val¬≠oriza¬≠√ß√£o da moe¬≠da amer¬≠i¬≠cana cria um alvoro√ßo no empre¬≠sari¬≠a¬≠do. Por out¬≠ro lado, ela defende a tese de que o c√Ęm¬≠bio n√£o deve ser fator de com¬≠pet¬≠i¬≠tivi¬≠dade.

Para ela, √© impor¬≠tante aproveitar o atu¬≠al momen¬≠to, mas com um pro¬≠je¬≠to bem plane¬≠ja¬≠do para ser duradouro, inde¬≠pen¬≠den¬≠te¬≠mente do c√Ęm¬≠bio ‚ÄĒ o que deve ser obser¬≠va¬≠do √© o Cus¬≠to Brasil.

Con¬≠tu¬≠do, √© sem¬≠pre impor¬≠tante estar aten¬≠to aos desafios da expor¬≠ta√ß√£o, respei¬≠tan¬≠do as bar¬≠reiras n√£o-tar¬≠if√°rias, que inclui at√© a cul¬≠tura do pa√≠s impor¬≠ta¬≠dor. ‚ÄúA lin¬≠guagem inter¬≠na¬≠cional √© difer¬≠ente e deve ser respeita¬≠da. Out¬≠ro desafio √© a doc¬≠u¬≠men¬≠ta√ß√£o inter¬≠na¬≠cional: ela √© for¬≠ma¬≠da por ter¬≠mos t√©c¬≠ni¬≠cos e qual¬≠quer deslize colo¬≠ca a oper¬≠a√ß√£o em risco‚ÄĚ, aler¬≠ta a espe¬≠cial¬≠ista.

Michelle Fer­nan­des lis­tou alguns pon­tos cru­ci­ais para quem está pen­san­do em expor­tar:

  1. Prepara√ß√£o da empre¬≠sa e da mer¬≠cado¬≠ria ‚ÄĒ Inter¬≠na¬≠cional¬≠iza¬≠√ß√£o

O in√≠¬≠cio do proces¬≠so se d√° com a prepara√ß√£o doc¬≠u¬≠men¬≠tal da empre¬≠sa, licen√ßas da empre¬≠sa e do pro¬≠du¬≠to a ser expor¬≠ta¬≠do, habil¬≠i¬≠ta√ß√£o na SRFB para o expor¬≠ta¬≠dor ‚ÄĒ RADAR, trata¬≠men¬≠to admin¬≠is¬≠tra¬≠ti¬≠vo da mer¬≠cado¬≠ria e ver¬≠i¬≠fi¬≠ca√ß√£o de bar¬≠reiras n√£o-tar¬≠if√°rias. Esse √ļlti¬≠mo item inclui a ade¬≠qua√ß√£o da embal¬≠agem para o mer¬≠ca¬≠do exter¬≠no.

  1. Estraté­gia da empre­sa e do pro­du­to no mer­ca­do exter­no

√Č pre¬≠ciso faz¬≠er um plane¬≠ja¬≠men¬≠to detal¬≠ha¬≠do de toda a oper¬≠a√ß√£o, todos os cus¬≠tos devem ser checa¬≠dos. Os aspec¬≠tos trib¬≠ut√°rios n√£o tem muito impacto na hora de expor¬≠tar, mas √© necess√°rio estar aten¬≠to ao cus¬≠to de pro¬≠du√ß√£o, inseri¬≠do no Cus¬≠to Brasil. A log√≠s¬≠ti¬≠ca deve ser desen¬≠ha¬≠da de acor¬≠do com o Incoterm (ter¬≠mos inter¬≠na¬≠cionais de com¬≠pra e ven¬≠da da mer¬≠cado¬≠ria) da nego¬≠ci¬≠a√ß√£o. Muitas vezes, a log√≠s¬≠ti¬≠ca invi¬≠a¬≠bi¬≠liza a oper¬≠a√ß√£o.

  1. A pre­ci­fi­cação

Ap√≥s o desen¬≠ho com¬≠ple¬≠to da oper¬≠a√ß√£o, fica f√°cil esta¬≠b¬≠ele¬≠cer o pre√ßo inter¬≠na¬≠cional. √Č impor¬≠tante lem¬≠brar que este pre√ßo n√£o pode ter alter¬≠a√ß√£o de acor¬≠do com o c√Ęm¬≠bio.

O c√Ęm¬≠bio n√£o deve ser fator de com¬≠pet¬≠i¬≠tivi¬≠dade. Se est√° a favor, deve-se aproveitar. Mas a com¬≠er¬≠cial¬≠iza¬≠√ß√£o do pro¬≠du¬≠to pre¬≠cisa ter um crono¬≠gra¬≠ma futuro, inde¬≠pen¬≠dente do c√Ęm¬≠bio.

  1. A nego­ci­ação

Os primeiros itens s√£o cru¬≠ci¬≠ais para o √™xi¬≠to da nego¬≠ci¬≠a√ß√£o. Neste momen¬≠to, n√£o h√° tem¬≠po para emis¬≠s√£o de licen√ßas ou mes¬≠mo cor¬≠re√ß√Ķes doc¬≠u¬≠men¬≠tais. Todo o proces¬≠so deve estar pron¬≠to para o fechamen¬≠to do neg√≥¬≠cio, que exige profis¬≠sion¬≠al¬≠is¬≠mo e agili¬≠dade.

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