(Crédito: Agência Brasil)
As vendas do varejo voltadas para a Páscoa deste ano deverão crescer 1,5% em relação ao ano passado, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmada a projeção otimista, este será o terceiro ano seguido de crescimento real das vendas, mesmo com um ritmo inferior ao do ano passado, que foi de +2,0%.
Segundo a CNC, os estabelecimentos do varejo alimentício, que sempre são afetados pelo aumento sazonal de vendas em datas comemorativas, devem faturar cerca de R$ 2,4 bilhões na data deste ano.
A variação de média de preços, nos últimos doze meses encerrados em março, da cesta composta por bens e serviços tipicamente mais demandados pela data foi +4,6%, taxa menor do que a observada às vésperas da Páscoa passada, que foi de +5,9%.
Segundo a pesquisa, cerca de 10,7 mil novos postos de trabalho temporário deverão ser gerados por hiper e supermercados, que responderão por aproximadamente 65% do total de vagas a serem oferecidas. O salário médio de admissão no varejo deverá ser em torno de R$ 1.267, representando um avanço de 5,9% em relação à Páscoa de 2018.
Do total de vagas temporárias oferecidas pelas atividades envolvidas com a Páscoa, 4,5% deverão se tornar postos de trabalho efetivo – percentual abaixo da média histórica (12%), em função das incertezas referentes à evolução do consumo nos próximos meses, a taxa de efetivação em 2019 será mais baixa.
Chocolates mais caros este ano
A pesquisa da CNC aponta ainda que os chocolates, que são o carro-chefe das vendas de Páscoa, estão 5,7% mais caros em média neste ano.“Além do preço dos chocolates, as oscilações nos preços das passagens aéreas, que aumentaram em média 10,8%, e passagens rodoviárias interestaduais, que subiram 17,7%, impedem um avanço mais significativo no consumo de bens e serviços relacionados ao feriado da Semana Santa”, avalia o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.