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Pesquisa mostra que seis em cada dez brasileiros se dizem preocupados

Pesquisa Ipsos mostra deterioração no humor do brasileiro em novembro. De acordo com dados do Pulso Brasil, monitoramento mensal de opinião pública da Ipsos, 60% dos brasileiros se declararam “preocupados” em relação ao futuro no último mês, ante 54% em outubro e 49% em setembro. A pesquisa foi realizada de 1 a 13 de novembro, com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades brasileiras. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Além da preocupação, o sentimento de revolta também cresceu no último mês: saiu de 19% para 26% em novembro ante o mês anterior, alta de sete pontos percentuais. Já o otimismo caiu pela metade, tendo retraído para 7%, ante 16% em outubro e 19% em setembro. O conformismo também caiu, de 8% em outubro para 5% em novembro.

Outros índices medidos por Ipsos, como Rumo do País e Avaliação do Presidente, também demonstraram leve piora em novembro, ainda que dentro da margem de erro. O percentual dos que acreditam que o país está no rumo errado registrou 89% em novembro, ante 83% no mês anterior. É a primeira vez que o índice negativo variou para cima desde abril deste ano. Já os que acreditam que o Brasil está no rumo certo recuou de 17% em outubro para 11% em novembro.

“Os sentimentos de preocupação e revolta com relação ao futuro do Brasil voltaram a crescer por conta da falta de respostas tangíveis na economia e pela crise de liderança no país – a desaprovação aos políticos, de um modo geral, continua alta, bem como a desaprovação à figura do presidente Michel Temer e a sua gestão”, afirma Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs, responsável pelo Pulso Brasil.

Houve, ainda, piora no indicador Avaliação do Presidente: 52% classificaram a atuação do presidente como ruim ou péssima, ante 46% em outubro. É a primeira vez que a avaliação ruim/péssima do presidente passa dos 50% desde junho deste ano. Já o percentual dos que classificam a atuação do presidente como “ótima ou boa” registrou leve queda, de 9% em outubro para 7% em novembro. Os que avaliam a gestão do Executivo como regular teve variação para baixo de um ponto percentual e fechou novembro em 31%.

Foto: Reprodução