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Como prevenir a flacidez da pele

Ela aparece no rosto, no pescoço, na papada, nos braços, nos flancos, coxas e em muitas outras áreas do corpo. A flacidez de pele é um dos problemas estéticos mais comuns em consultórios dermatológicos.

“A flacidez é a falta de tonicidade da pele gerada por fatores genéticos (pele mais clara, ou por ser mais magra), ambientais (sol, efeito sanfona, distensão da pele pelo efeito sanfona ou gestação) e de maus hábitos, como alimentação ruim, falta de exercícios físicos ou cigarro”, explica a dermatologista Dra. Valéria Marcondes. “Um dos maiores agressores externos é o sol, já que a radiação ultravioleta causa um dano celular muito grande, com oxidação das células, tornando a pele mais flácida.”

Segundo a dermatologista, se o músculo está flácido, a pele também parece flácida, porém se a pele está flácida e o músculo tonificado, então a aparência não é tão evidente. “A pele tem um tipo de tecido e o músculo, outro. O músculo espessa ou “cresce” conforme a prática de exercícios, já a pele não. A pele fica mais fina na medida em que perde as fibras de sustentação, as fibras colágenas”, destaca. “Com o passar dos anos, as pessoas ficam mais suscetíveis à flacidez, porque ocorre perda muscular e aumento de gordura. A produção de colágeno e elastina, que são as fibras mais importantes da tonicidade da pele, também diminui com a idade.”

Mas afinal, como tratar? De acordo com a médica, a flacidez de pele é de difícil tratamento, mas um bom método é a prevenção. O uso de cremes com Vitamina C, que ajuda na síntese de colágeno e é um antioxidante de primeira linha, é extremamente importante, explica a Dra. Valéria. “Uma pele mais hidratada terá mais elasticidade e acaba melhorando a flacidez também. Quanto aos hidratantes, o ideal é passar com a pele limpa, de preferência após o banho, porque a pele absorve mais”, afirma. “Além disso, o uso do fotoprotetor é indispensável e deve ser feito diariamente para proteger a pele da ação danosa dos raios ultravioleta”, afirma. Outra forma importante de prevenção é a partir da reposição de nutrientes por via oral, com a ingestão de suplementos com silício, vitamina C e peptídeos antiglicantes.

Nos consultórios, as tecnologias mais utilizadas para o tratamento de flacidez facial ou corporal são as radiofrequências e o ultrassom microfocado. “A ação deles na pele é geralmente por meio de um aquecimento que estimula o novo colágeno”, diz a médica. Em tratamentos faciais e na região do pescoço, o microagulhamento com radiofrequência associado a drug delivery também é uma opção. “O microagulhamento com radiofrequência associado a drug delivery com Vitamina C, Ácido Hialurônico e Ácido Retinóico é excelente, pois aproveita as portas de entrada que, pela penetração das microagulhas de ouro, geram uma zona de coagulação por toda a sua extensão. O tratamento é associado à radiofrequência causando uma injúria indolor local e o aquecimento da derme e hipoderme. Isso remodela todo o colágeno e promove a redensificação e elasticidade do local da aplicação. As sessões são três em média, com intervalo de trinta dias”, destaca.

Fonte: Dra. Valéria Marcondes, dermatologista.

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