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Nos Correios após lucro, Kassab afasta discussão sobre privatização

Os Correios tiveram lucro de 667 milhões de reais em 2017, revertendo prejuízo de 1,48 bilhão em 2016, um desempenho que, para ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afasta as discussões sobre a privatização da estatal.

“Dois anos atrás, no início da nossa gestão, era praticamente certo o início de um processo de privatização, com o tempo nós mostramos que é uma empresa que pode ser saudável”, disse o ministro, acrescentando que vê um caminho de crescimento à frente para a empresa.

O resultado foi o primeiro positivo para a estatal desde 2013, e mostra a “superação da grave crise apresentada nos últimos anos”, disse a empresa em comunicado, creditando o desempenho à revisão dos contratos e do custeio do plano de saúde, racionalização de custos com pessoal e otimização da rede de atendimentos.

Os números foram apresentados pelo presidente da empresa, Carlos Fortner, e o ministro Gilberto Kassab em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira.

Questionado sobre o possível fechamento de agências e demissão de funcionários, o presidente da estatal afirmou que há um projeto de redesenho das unidades de atendimento, o qual pode envolver demissões e/ou fechamento de agências até 2022.

Contudo, o plano não tem data para ser lançado e no processo a empresa deve ganhar 2 mil pontos de atendimento, disse.

Apesar do resultado positivo, Fortner acredita que a capacidade de investimento da estatal somente será recuperado dentro de 2 ou 3 anos.

“Eu não tenho mais capacidade de investimento hoje, mas eu estou recuperando. Essa virada foi dada”, afirmou.

Repasses ao Tesouro

Fortner descartou a possibilidade da empresa repassar recursos para o Tesouro Nacional neste ano.

“Vai levar uns quatro anos para poder pensar em repasse de dividendo, antes disso não acontece”, completou Fortner.

Sobre a criação de uma empresa de logística entre a companhia aérea Azul e os Correios, anunciada no fim do ano passado, Fortner disse que devido a questões burocráticas a parceria ainda não foi concluída.

“A ideia inicial era de que se iniciasse em março, mas tem muita burocracia…Para o segundo semestre está bem avançado, muito avançado mesmo”, completou.

Fonte: assessoria de imprensa e Exame

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