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Dividir√£o poder no pa√≠s, Presidente do Afeganist√£o e seu rival  

Esse aumen­to na vio­lên­cia ocor­reu ape­sar da assi­natu­ra, no final de fevereiro, de um acor­do com os Esta­dos Unidos sobre a reti­ra­da de todas as forças estrangeiras do país den­tro de 14 meses.

O secretário de Esta­do amer­i­cano, Mike Pom­peo, elo­giou o acor­do, neste domin­go, e pediu o fim da vio­lên­cia no país.

‚ÄúO secret√°rio Pom¬≠peo parab¬≠eni¬≠zou os dois l√≠deres por alcan√ßarem um acor¬≠do de gov¬≠er¬≠nan√ßa inclu¬≠si¬≠va para o Afe¬≠gan¬≠ist√£o‚ÄĚ, disse o por¬≠ta-voz Mor¬≠gan Orta¬≠gus.

Ain­da con­forme o comu­ni­ca­do, Pom­peo desta­cou que a pri­or­i­dade para os Esta­dos Unidos é uma con­cil­i­ação políti­ca que acabe com o con­fli­to no país asiáti­co.

O país tam­bém deve lidar com a ráp­i­da dis­sem­i­nação do novo coro­n­avírus.

Segun­do Fraidoon Khaw­zoon, por­ta-voz de Abdul­lah, o acor­do pre­vê que ele respon­sa por metade do gov­er­no e rece­ba car­gos de gov­er­nadores provin­ci­ais.

- Press√Ķes dos EUA -

Abdul¬≠lah, que √© oftal¬≠mol¬≠o¬≠gista, anun¬≠ciou em 1¬ļ de maio um ‚Äúacor¬≠do pro¬≠vis√≥rio‚ÄĚ com Ghani, ex-econ¬≠o¬≠mista do Ban¬≠co Mundi¬≠al.

Abdul¬≠lah foi der¬≠ro¬≠ta¬≠do por Ghani nas elei√ß√Ķes pres¬≠i¬≠den¬≠ci¬≠ais de setem¬≠bro pas¬≠sa¬≠do. Os resul¬≠ta¬≠dos finais foram anun¬≠ci¬≠a¬≠dos ape¬≠nas em fevereiro deste ano, dev¬≠i¬≠do ao proces¬≠sa¬≠men¬≠to de 16.500 casos de irreg¬≠u¬≠lar¬≠i¬≠dades.

No iní­cio de março, ambos se procla­ma­ram pres­i­dente no mes­mo dia e no mes­mo lugar.

Ghani foi recon­heci­do pela comu­nidade inter­na­cional. Wash­ing­ton, então, fez lob­by para resolver a crise políti­ca, anun­cian­do a redução ime­di­a­ta de US$ 1 bil­hão para o Afe­gan­istão e de mais US$ 1 bil­hão em 2021, se um acor­do não fos­se alcança­do.

Essa soma √© impor¬≠tante para o Afe¬≠gan¬≠ist√£o, um pa√≠s muito pobre, cujo PIB √© de ape¬≠nas US$ 20 bil¬≠h√Ķes.

‚ÄúO que se espera ago¬≠ra √© que ess¬≠es l√≠deres resolvam os prob¬≠le¬≠mas que o Afe¬≠gan¬≠ist√£o enfrenta, como o coro¬≠n¬≠av√≠rus e as nego¬≠ci¬≠a√ß√Ķes de paz com os tal¬≠ib√£s‚ÄĚ, disse √† AFP Sayed Nasir Musawi, anal¬≠ista pol√≠ti¬≠co de Cab¬≠ul.

O acor¬≠do alcan√ßa¬≠do colo¬≠ca Abdul¬≠lah √† frente das futuras nego¬≠ci¬≠a√ß√Ķes com os tal¬≠ib√£s, que j√° fecharam um acor¬≠do hist√≥ri¬≠co com Wash¬≠ing¬≠ton em 29 de fevereiro. Este pacto abriu cam¬≠in¬≠ho para a reti¬≠ra¬≠da das for√ßas estrangeiras do pa√≠s ap√≥s cer¬≠ca de 19 anos de guer¬≠ra.

Em tro­ca, os insur­gentes se com­pro­m­e­ter­am a não atacar as forças estrangeiras. Os con­fron­tos con­tin­uaram, porém, entre os tal­ibãs e as forças reg­u­lares afegãs.

Algu¬≠mas nego¬≠ci¬≠a√ß√Ķes dire¬≠tas de paz entre os insur¬≠gentes e o gov¬≠er¬≠no afeg√£o, que dev¬≠e¬≠ri¬≠am ter come√ßa¬≠do dois meses atr√°s, est√£o at√© ago¬≠ra total¬≠mente deix¬≠adas de lado.

emh-us-jds/d­s/­fox/lch/s­g/me/mis/aa/tt Por: AFP

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