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Edição do Mês

“Tatiana lembra a gente de um Brasil que dá certo. Que estudar vale a pena. Que a vida de muita gente pode ser mudada através das mãos de alguém.” O comentário em uma rede social dá bem a dimensão da importância do trabalho da carioca Tatiana Sampaio, docente e pesquisadora no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da instituição. Numa área tratada com desdém e parcos recursos oficiais em passado recente, a pesquisadora dedicou sua vida acadêmica nas últimas três décadas ao estudo da polilaminina (produto obtido a partir da laminina, proteína extraída de placenta humana), com resultados animadores para uma molécula que apresentou potencial capaz de reverter lesões medulares. Tanto que, em setembro do ano passado o estudo passou a ter projeção nacional diante de evidências promissoras dos primeiros resultados práticos da pesquisa. Tatiana passou a ser reconhecida além do meio acadêmico. Ganhou os holofotes como um tipo de influenciador do Bem, fazendo com que as pessoas passassem a reconhecer – acreditar, entender e divulgar – o trabalho desenvolvido na universidade pública. Recentemente, o estudo teve aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a etapa de testes clínicos. Um viva à Ciência!