PUBLICIDADE

brasil

STF: inqu√©rito contra Weintraub sobre racismo vai para 1¬™ inst√Ęncia

O min¬≠istro Cel¬≠so de Mel¬≠lo, do Supre¬≠mo Tri¬≠bunal Fed¬≠er¬≠al (STF), afir¬≠mou que, por ter sido exon¬≠er¬≠a¬≠do do car¬≠go de min¬≠istro da Edu¬≠ca√ß√£o, Abra¬≠ham Wein¬≠traub deve respon¬≠der na primeira inst√Ęn¬≠cia da Justi√ßa ao inqu√©ri¬≠to no qual √© inves¬≠ti¬≠ga¬≠do pelo crime de racis¬≠mo con¬≠tra os chi¬≠ne¬≠ses.

O min¬≠istro ‚ÄĒ em despa¬≠cho assi¬≠na¬≠do nes¬≠ta ter√ßa-feira (23) ‚ÄĒ solic¬≠i¬≠tou que a Procu¬≠rado¬≠ria-Ger¬≠al da Rep√ļbli¬≠ca (PGR) se man¬≠i¬≠feste sobre onde o inqu√©ri¬≠to deve pas¬≠sar a trami¬≠tar, depois de Wein¬≠traub ter per¬≠di¬≠do o foro priv¬≠i¬≠le¬≠gia¬≠do no STF ‚ÄĒ se na primeira inst√Ęn¬≠cia da Justi√ßa fed¬≠er¬≠al ou estad¬≠ual.

Ape¬≠sar de ter solic¬≠i¬≠ta¬≠do o pare¬≠cer da PGR, Cel¬≠so de Mel¬≠lo indi¬≠cou, no mes¬≠mo despa¬≠cho, que, de acor¬≠do com con¬≠ven√ß√£o da Orga¬≠ni¬≠za¬≠√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU), da qual o Brasil √© sig¬≠nat√°rio, o crime de dis¬≠crim¬≠i¬≠na√ß√£o racial √© de com¬≠pet√™n¬≠cia da Justi√ßa Fed¬≠er¬≠al.

Após anun­ciar sua saí­da do min­istério da Edu­cação, na sex­ta-feira (19), Wein­traub deixou o Brasil em direção aos Esta­dos Unidos no dia seguinte.

Investigação

A aber­tu­ra do inquéri­to foi autor­iza­da pelo mag­istra­do em abril, a pedi­do da PGR, dev­i­do a uma pub­li­cação de Wein­traub numa rede social sobre os chi­ne­ses e a pan­demia do novo coro­n­avírus. Na ocasião, o Min­istério da Edu­cação disse que não comen­taria.

O vice-procu¬≠rador-ger¬≠al da Rep√ļbli¬≠ca, Hum¬≠ber¬≠to Jacques, apon¬≠tou a supos¬≠ta vio¬≠la√ß√£o do arti¬≠go 20 da lei que define os crimes por dis¬≠crim¬≠i¬≠na√ß√£o ou pre¬≠con¬≠ceito de ra√ßa, cor, etnia, religi√£o ou pro¬≠ced√™n¬≠cia nacional. A pena pre¬≠vista √© de um a tr√™s anos de pris√£o.

No in√≠¬≠cio de abril, um post de Wein¬≠traub no Twit¬≠ter ques¬≠tio¬≠nou quem pode¬≠ria sair for¬≠t¬≠ale¬≠ci¬≠do geopo¬≠liti¬≠ca¬≠mente da crise cau¬≠sa¬≠da pela pan¬≠demia. No tex¬≠to, o ex-min¬≠istro tro¬≠cou o ‚ÄúR‚ÄĚ pelo ‚ÄúL‚ÄĚ, numa refer¬≠√™n¬≠cia ao per¬≠son¬≠agem Cebolin¬≠ha, da Tur¬≠ma da M√īni¬≠ca, e a uma difi¬≠cul¬≠dade comum dos chi¬≠ne¬≠ses ao pro¬≠nun¬≠cia¬≠rem palavras em por¬≠tugu√™s. Uma imagem com a ban¬≠deira da Chi¬≠na ilus¬≠tra¬≠va a pub¬≠li¬≠ca√ß√£o. O post foi depois apa¬≠ga¬≠do.

Tam¬≠b√©m no Twit¬≠ter, o embaix¬≠ador da Chi¬≠na no Brasil, Wan¬≠ming Yang, divul¬≠gou uma nota ofi¬≠cial de rep√ļ¬≠dio ao ato, que clas¬≠si¬≠fi¬≠cou de racis¬≠mo con¬≠tra os chi¬≠ne¬≠ses.

Edição: Kle­ber Sampaio/AB

PUBLICIDADE