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 Loja em Miami fecha as portas durante crise por novo coronavírus

As vendas no varejo nos Estados Unidos sofreram queda recorde em março uma vez que os fechamentos obrigatórios de empresas para controlar o surto de coronavírus prejudicaram a demanda por uma série de produtos.

O Departamento do Comércio informou nesta quarta-feira que as vendas varejistas despencaram 8,7% em março, maior queda desde o início da série do governo em 1992, depois de caírem 0,4 em fevereiro.

Por: © Reuters/MARCO BELLO Loja em Miami fecha as portas durante crise por novo coronavírus

A expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas era de que as vendas no varejo caíssem 8,0% no mês passado.

O relatório foi divulgado no momento em que milhões de norte-americanos perdem seus empregos, fortalecendo a convicção dos economistas de que a economia está em profunda recessão. Os Estados e governos locais emitiram ordens de isolamento social que afetam mais de 90% dos norte-americanos para conter a propagação do Covid-19, a doença respiratória causada pelo vírus, paralisando abruptamente o país.

“A economia está quase em queda livre”, disse Sung Won Sohn, professor de economia empresarial da Universidade Loyola Marymount, em Los Angeles. “Veremos o fundo quando as taxas de infecção por coronavírus se estabilizarem. Será um fundo bem profundo para se recuperar.”

A queda nas vendas na maioria das categorias de varejo devido a restrições sociais superou em muito o aumento nos recebimentos de varejistas online como Amazon , além de supermercados e farmácias, pois os consumidores estocaram itens domésticos como alimentos, papel higiênico, material de limpeza e medicamentos.

Os gastos do consumidor representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA. Eles cresceram a um ritmo de 1,8% no quarto trimestre, com a economia geral expandindo a uma taxa de 2,1% durante esse período. Os economistas não vêem alívio nos gastos dos consumidores no segundo trimestre, com estimativas de uma taxa de declínio de até 41%, apesar de um histórico pacote fiscal de 2,3 trilhões de dólares que prevê pagamentos em dinheiro a algumas famílias.

Por Lucia Mutikani / WASHINGTON (Reuters)