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Juros no Brasil registra queda e nos EUA termina em alta

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos terminam nesta quarta-feira suas reuniões de política monetária que decidem sobre a taxa de juros dos países.

Enquanto para um a expectativa é do fim de um ciclo, no outro este é apenas o começo de um novo. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir pela última vez a taxa de juros do país, de 6,75% para 6,50%.

A queda seria amparada pelo comportamento favorável da inflação nos primeiros meses do ano. Com isso, a taxa Selic chegará ao menor patamar da história e deve permanecer nesse nível até o primeiro semestre de 2019.

Para economistas, a lenta recuperação da economia, que depois de avançar 1% em 2017 deve crescer 3% em 2018, e a falta de pressões inflacionárias manteriam a taxa de juros inalterada por um longo período.

No banco central americano, o Fed, o novo presidente Jerome Powell deve comandar sua primeira reunião com uma mudança na taxa de juros. Ela deve subir 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 1,50% e 1,75%.

Mais do que essa alta já prevista, a atenção do mercado estará em acompanhar as previsões econômicas do banco e na primeira conferência de imprensa de Powell como presidente do Fed.

Em sua última reunião, o Fed divulgou que esperava três aumentos da taxa neste ano, a começar por este de março, seguidos por outros dois em 2019.

Até 2020, previa-se que as taxas chegariam a 3,1%. Uma das grandes questões é se a previsão para 2018 poderia mudar para quatro aumentos da taxa, devido aos bons números da economia americana, que consegue aliar crescimento econômico com emprego em níveis históricos.

Os dois países seguem trajetórias bem diferentes, e que representam mudanças importantes em relação a seu histórico recente. No Brasil, um período de estabilidade e juro mais baixo trará importantes mudanças para o mercado financeiro e para investidores e companhias.

Nos Estados Unidos, juros mais altos devem mudar a dinâmica de investimentos globais, atraindo recursos que nos últimos anos inundaram países periféricos (como o Brasil).

Fonte: Exame

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