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Decisão do BC de manter selic em 6,5% provém de incertezas políticas, avalia Fecomercio SP

A decisão de o Banco Central (BC) manter, mais uma vez, a taxa a Selic em 6,5%, provém do cenário de incertezas políticas, na avaliação da  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio SP). De acordo com a entidade, o Banco Central ainda não tem condições de avaliar com precisão quais são os ditames da futura equipe econômica. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), agora projetado, se elevou um pouco acima da casa dos 4%, por conta do aumento do preço de alimentos em junho e julho, e depois pela pressão cambial mais recente.

A entidade acredita  que não haverá necessidade de retomar  o clico de alta de juros, já que não há indícios de fortes pressões adicionais. A Federação prevê que a taxa de juros real deste ano, combinada com a expectativa de inflação (IPCA), pode fechar próxima ao patamar de 2% a 2,5%, relativamente baixa para padrões brasileiros, sem gerar  riscos à meta de inflação, por enquanto. Para a Fecomercio SP, o Banco Central pode vir a tomar uma decisão mais ousada na última reunião deste ano se houver clareza clareza do que será feito na política econômica; e se os indicadores de inflação voltarem a ceder entre outubro e novembro para que as projeções para 2018 e 2019 fiquem mais perto de 4% do que de 4,5%.

Diante do fraco desempenho econômico e ainda de incertezas no quadro político/econômico para 2019, a Entidade acredita ser correta a postura cautelosa da autoridade monetária. Recentemente, o câmbio estava pressionado acima dos R$ 4,00, e mesmo com a definição do novo presidente, que trouxe o dólar para o patamar de R$ 3,70, não há certeza de que isso permanecerá estático enquanto não houver mais detalhes do projeto básico para 2019 em diante.

A Fecomercio SP, espera que o País termine de fazer seu ajuste fiscal o mais rápido possível, para haver uma queda mais acentuada da taxa, bem como evitar que se repita o ciclo de alta da Selic em 2019.  A entidade acredita que novos movimentos para baixo só virão,  se o novo governo estiver  comprometido com as reformas estruturais que o país precisa, para que venha atingir um nível de maturidade econômica que o torne seguro e atrativo para investimentos.

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