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Com confusão e invasão de campo, Santos não sai do zero e dá adeus à Libertadores

A missão do Santos contra o Indpendiente na noite desta terça-feira (28) era difícil. Para alguns, quase impossível. Mas não para os mais de 33 mil torcedores presentes no Pacaembu. A torcida santista fez uma bonita festa (até os 37 do segundo tempo, quando parte dos torcedores atirou bombas no gramado) e empurrou o time em busca de uma improvável vitória por, no mínimo, 3 a 0. Explica-se: o Santos empatou o jogo de ida, na Argentina, por 0 a 0. Entretanto, devido a uma suposta escalação irregular de Carlos Sánchez, viu o resultado da partida ser alterado para uma vitória por 3 a 0 para a equipe de Avellaneda.

Com todo o imbróglio judicial, diversos gritos em protesto à Conmebol, confederação responsável por gerir o futebol sul-americano, foram ouvidos durante boa parte do jogo. Os torcedores e jogadores santistas foram para o estádio “mordidos” e visivelmente abalados com a sentença judicial, que só saiu às 11 horas (de Brasília) da manhã desta terça-feira, menos de 9 horas antes do início da partida.

Empurrado pela torcida, o Peixe iniciou o jogo em cima e teve grande chance de abrir o placar aos oito minutos. Gabriel, porém, desperdiçou a oportunidade de iniciar uma virada histórica.

Com dificuldades para criar, a equipe do técnico Cuca viu Vanderlei fazer pênalti em Hernández e dar ao Independiente a chance de calar o Pacaembu. Porém, o próprio camisa 1 santista defendeu o pênalti cobrado por Meza e explodiu a torcida santista, pouco antes do final do primeiro tempo.

No intervalo, os jogadores do Santos decidiram não descer para os vestiários, assim como em 1995, quando, precisando de uma virada improvável contra o Fluminense para avançar á final do Brasileiro, os jogadores santistas permaneceram em campo durante o intervalo.

Apesar do apoio da torcida durante os 15 minutos de descanso, o Santos seguiu pouco assustando o Independiente e o jogo ficou cada vez mais truncado. Até que, aos 35 minutos do segundo tempo, parte dos torcedores santistas presentes no estádio começou a atirar bombas dentro do campo e invadir o gramado. A polícia entrou em confronto com torcedores e o que se viu foi uma cena lamentável. Diversas crianças, idosos e famílias que nada tinham a ver com a confusão correndo em desespero, assustadas com o conflito. Os torcedores que invadiram o gramado foram retirados pela polícia, que usou de força desproporcional para retirá-los do campo de jogo. Causando revolta nos jogadores e até mesmo no técnico Cuca, que se envolveu em confusão com policiais militares para livrar um jovem que estava sofrendo uma gravata de um PM após invadir o gramado.

Diante de tal cenário, o árbitro, o chileno Julio Bascuñan, decidiu pelo encerramento da partida, por falta de segurança.

Na entrevista coletiva depois do jogo, o técnico da equipe paulista alertou que o Santos ainda tem muito a melhorar profissionalmente e que está disposto a ajudar. “Pode até amanhã me mandarem embora. O Santos tem de melhorar muito profissionalmente, melhorar muito internamente. E não é pouca coisa. Isso que ocorreu (com Sánchez) é um erro muito grande, muito grave. É o “bê-a-bá” de situações que não podem ocorrer. Isso resulta em tudo o que aconteceu hoje (confusão com a torcida). O torcedor já vem louco da vida. Eu quero poder ajudar o Santos com a experiência que tenho vivida em outros clubes recentes, até da própria capital (Palmeiras), e mostrar um caminho. Mas o pessoal tem de abrir os braços e querer melhorar juntos. Quero o bem do Santos, e precisamos melhorar muito”, ressaltou o comandante.

Cuca ainda fez questão de criticar a demora da Conmebol em sentenciar o julgamento, algo que aconteceu apenas na manhã do dia do jogo. “Ontem (segunda-feira) vim treinar no Pacaembu, o julgamento seria às 15h. Não sabia se poderia escalar o Sánchez ou não. O veredicto não saiu, e 11h de hoje perde-se o julgamento. O julgamento foi feito de madrugada. Não sei o que é certo ou não, se o Santos pisou na bola ou não. Agora, anunciassem ontem. Treinei com dois atacantes ontem, hoje tive de ir para cima e escalei quatro. O Sánchez nem para o lanche desceu e depois tem condição de jogar. Em contrapartida, meu time não fez um grande jogo. Eles não conseguiram controlar a ansiedade e vontade de fazer três gols.”

O Santos agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro tendo a missão de se salvar do rebaixamento e brigar por alguma vaga em competições continentais, quem sabe até, a própria Libertadores. Para isso, os três pontos contra o Vasco, jogo a ser disputado no sábado, às 19 horas, em São Januário, serão de extrema importância.

Confira abaixo algumas fotos da festa da torcida santista e do tumulto que decretou o final do jogo:

Foto: Leonardo Lourenço

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

Foto: GloboEsporte.com

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