Inovação

Anprotec lança programa para impulsionar pequenos negócios inovadores

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Sebrae lançam, hoje (23|11), o programa Nexos em São Paulo. O programa tem o objetivo de apoiar pequenos negócios inovadores (startups e empresas de base tecnológica), em Mid ou Growth Stage, para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que atendam demandas de médias e grandes empresas. Aceleradoras e incubadoras também serão mobilizadas para oferecer infraestrutura operacional e apoio técnico-jurídico ao projeto.

De acordo com Célio Cabral, gerente nacional de inovação do Sebrae, o projeto nasceu a partir da constatação das dificuldades das grandes para inovar.  Entre as principais, o gerente destaca:  a ausência de diretrizes de inovação aberta nas grandes empresas, alto custo de programas de aproximação e aceleração, incertezas sobre utilização de recursos de fomento e instrumentos fiscais de apoio à inovação, baixo conhecimento jurídico sobre processos contratuais com grandes empresas, e alto custo para startups produzirem um projeto básico.

“O Nexos faz parte da estratégia do Sebrae de fomentar o desenvolvimento tecnológico cooperado entre grandes e médias empresas e startups. Queremos trazer todo o conhecimento e expertise acumulados durante os últimos anos na agenda de inovação aberta para oferecer ao mercado uma iniciativa robusta e diferenciada”, explicou Cabral.

Para o gerente do Programa na Anprotec, Antônio Marcon, o trabalho realizado para a construção do programa se dá a partir do entendimento de que o mercado de corporate venture está em franca expansão, mas que ainda é necessário aperfeiçoar os mecanismos de diálogo e colaboração entre as corporações e as startups.

“O ecossistema brasileiro de inovação está amadurecendo rápido e exige a implementação de novos instrumentos capazes de ampliar a oferta de capital semente e o apoio ao empreendedor para cruzar o vale da morte. Os mecanismos de apoio fiscal já existentes em lei, como a Lei de Informática e a Lei do Bem, complementados pelos mecanismos da área de energia e petróleo, são excelentes catalizadores, capazes de acelerar a conversão de impostos em inovações para o país, com benefícios diretos para as grandes emédias empresas, os empreendedores e a sociedade”, ressaltou Marcon.

Cinco fases

A estrutura do programa é dividida em cinco fases.  A primeira – Prospecção e Articulação com Grandes e Médias Empresas – definirá objetivos e diretrizes do projeto de inovação aberta, demandas tecnológicas e requisitos técnicos; e preparará a empresa âncora para acessar recursos de instrumentos fiscais e fará o lançamento do Desafio de Inovação para o mercado. Neste primeiro momento, as empresas também realizarão o aporte financeiro por meio de instrumentos fiscais de apoio à inovação, como Lei de Informática, Lei do Bem, P&D ANEEL, e PD ANP).

Na segunda fase – Seleção e Matchmaking – será realizada a divulgação do Desafio de Inovação, assim como a seleção dos pequenos negócios inovadores, a preparação prématch, e a realização do evento de Matchmaking e Networking.Em seguida, acontece a Preparação dos Pequenos Negócios, fase com capacitação (gestão de negócios e inovação), mentoria, coaching (inteligência de mercado) e Demoday para seleção de pequenos negócios.

Na penúltima fase – Desenvolvimento e Aprimoramento Tecnológico – acontece a elaboração do projeto tecnológico, a captação de recursos para P&D e prototipagem, e o acesso a serviços tecnológicos e jurídicos e a laboratórios de experimentação e codesenvolvimento pelas startups. Na última fase – Follow-up –  acontece o acompanhamento e o monitoramento da conexão; o workshop de resultados e a disseminação dos casos de sucesso.

Foto: Divulgação

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