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7.0 - MANUALestilo

Ternos: você sabe como conservar essas peças?

O terno, sem dúvida, é a composição do guarda-roupa masculino mais importante. Calça e paletó formam a roupa do dia a dia para quem se veste socialmente e é a opção mais indicada para eventos formais, que podem ou não exigir o complemento da gravata, do colete e de outras peças complementares. Tudo dependerá da ocasião e do nível de formalidade.
Os ternos mais clássicos são confeccionados em pura lã fria – e são eles que não amassam com facilidade, não aquecem o corpo nos dias de muito calor e têm caimento perfeito. Porém, por ser esse um material mais nobre e bastante caro, fica restrito a poucos privilegiados. Outros tecidos utilizados são o algodão, a viscose, a microfibra e o poliéster, que podem aparecer na mesma peça, compondo o tecido.
Independente de sua escolha, é preciso saber que o terno é uma peça que precisa de cuidados especiais. Isso porque se trata de uma peça de alfaiataria, ou seja, seu diferencial está no corte: é o caimento perfeito que determina a elegância e diferencia o estilo do homem que usa um bom terno. “Colocar um terno numa máquina de lavar, em casa, ou pendurá-lo sem critério no varal é condená-lo”, alerta Alaor Chiodin, diretor da Lavanderia Wash, que há mais de 40 anos cuida de roupas finas.
O que Chiodin quer dizer é que a máquina de lavar deforma o paletó, tanto no processo de lavagem quanto na hora de centrifugá-la. “Há um processo de desestruturação das peças que é irrecuperável. Por isso, é preciso cuidar dessas peças apenas de maneira artesanal”, explica.
Os ternos não precisam – e nem devem! – ser lavados a cada uso. “Quanto mais você lava um terno, mais você o desgasta. Por isso, é necessário ter cuidado com a peça desde a compra até o modo de guardá-la. Com os devidos cuidados, um bom e clássico terno dura muitos anos”, aconselha o especialista.
Alaor Chiodin dá as dicas para que os ternos sejam bem conservados:
  • Reveze o uso dos ternos, procurando não usá-los em dias seguidos. No dia em que não os utilizar, deixe-os pendurados fora do armário, para que ventilem.
  • Cuidado ao se alimentar. Se deixar respingar alimentos ou bebidas nas peças, procure uma lavanderia. Não tente remover manchas sozinho ou de maneira caseira, porque poderá danificar a peça permanentemente. E não guarde a peça suja, mesmo que essa sujeira não esteja aparente, porque ela criará bolor e essa mancha se fixará à peça, podendo ser impossível de ser removida posteriormente e até mesmo causar um furo no tecido.
  • Ternos podem ser escovados suavemente, com uma escova macia, para que poeira e sujeira superficial sejam removidas.
  • Quando viajar, uma boa dica é pendurar as peças no banheiro, para que o vapor do chuveiro desamasse as peças. A dica vale, também, para eliminar cheiro de comida, caso você vá a algum restaurante e volte com aquele cheiro de alimento característico. Porém, atenção: não recorra a este artifício como se fosse um substituto da limpeza a seco, realizada pela lavanderia, e nem guarde a peça úmida, para que ela não embolore.
  • Os ternos pouco usados devem ser guardados com uma capa de TNT. Isso evita que a poeira se acumule sobre eles.
  • Use cabides largos, anatômicos, para que o paletó não se deforme.
  • Uma das marcas mais deselegantes num terno é o brilho da passadoria. Isso ocorre quando há a queimadura da costura pelo uso do ferro de passar em temperatura muito quente. O tecido, quando levemente queimado, produz um brilho característico, demonstrado quando a pessoa se move. É um dano irreversível ao tecido. Por isso, é preciso passar a peça na temperatura adequada e com protetores especiais, que evitam sua queimadura.
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