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Dólar hoje sobe 1%, a R$ 5,14, com pessimismo global; turismo vai a R$ 5,35

O dólar hoje opera com forte alta, dando continuidade ao movimento de valorização frente ao real registrado nas últimas sessões, diante do pessimismo global com a política monetária do Federal Reserve (Fed).

O índice preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da última quarta-feira minou as expectativas de afrouxamento monetário na maior economia do mundo neste semestre. Isso leva à queda das bolsas e desvalorização das divisas globais, como o real, frente ao dólar.

Qual a cotação do dólar hoje?

Assim, às 12h25 o dólar à vista operava com alta de 1,05%, a R$ 5,143 na compra e R$ 5,144 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia de 1,01%, aos R$ 5.153 pontos. O DXY, índice global do dólar, subia 0,71%, a 106,03.

O Banco Central programou para esta sexta-feira (12) leilão de até 16.650 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 3 de junho de 2024.

Dólar comercial

  • Venda: R$ 5,144
  • Compra: R$ 5,143
  • Máxima: R$ 5,148
  • Mínima: R$ 5,107

Dólar turismo

  • Venda: R$ 5,351
  • Compra: R$ 5,171

O que está acontecendo com dólar?

“A inflação americana, que por sinal chegou acima do esperado, acabou levando a um forte movimento de aversão a risco global, desencadeando uma grande pressão sobre a moeda americana, fazendo disparar”, disse Márcio Riauba, gerente da Mesa de Operações da StoneX.

Dados de quarta-feira mostraram que o índice de preços ao consumidor dos EUA aumentou 0,4% no mês passado, depois de avançar pela mesma margem em fevereiro. Nos 12 meses até março, o índice aumentou 3,5%. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice subiria 0,3% no mês e 3,4% na base anual.

Nem mesmo um relatório separado, mostrando que o índice de preços ao produtor dos EUA subiu menos do que o esperado em março, conseguiu aplacar o pessimismo do mercado.

“Os dados recentes corroboram uma precificação de apenas dois cortes de juros nos Estados Unidos, e muitos já começam até a especular talvez nenhuma queda em 2024, (com) visão de uma economia ainda forte e mercado de trabalho resiliente. Diante desse cenário, a gente só pode esperar mesmo um dólar forte para os próximos dias.”

Presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins, disse ter em vista apenas dois cortes na taxa de juros este ano, mas declarou não ter uma uma “bola de cristal” para saber como as coisas vão se desenrolar

Riauba destacou o fato de o dólar já ter se distanciado muito de sua média móvel de 200 dias –indicador técnico importante que está atualmente próximo de 4,93 reais–, o que pode explicar também sua recuperação recente e sinalizar uma tendência desanimadora para o real daqui para frente.

A moeda norte-americana estava a caminho de registrar alta de 1,3% frente ao real na comparação com o fechamento da última sexta-feira, o que marcaria o terceiro ganho semanal consecutivo e o mais intenso desde meados de janeiro.

No exterior, o índice que compara o dólar a uma cesta de pares fortes avançava quase 0,70% nesta manhã, próximo de uma máxima em cinco meses, ainda impulsionado pelos dados desta semana. Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0908 reais na venda, em alta de 0,24%.

(Com Reuters)