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1.0 - RADARpolítica

√Äs v√©speras da vota√ß√£o da den√ļncia, Temer e ministros t√™m lista de pend√™ncias para resolver

 

A dois dias da vota√ß√£o pela C√Ęmara dos Deputados da segunda den√ļncia contra o presidente Michel Temer e dois de seus ministros, apresentada pela Procuradoria-Geral da Rep√ļblica (PGR), o Pal√°cio do Planalto precisa ainda resolver uma lista de 25 ‚Äúpend√™ncias‚ÄĚ, que v√£o de libera√ß√£o de emendas parlamentares a cargos para integrantes da pr√≥pria base. Parte da fatura se refere a promessas antigas, desde a √©poca em que Temer era interino e que agora est√£o sendo cobradas, disse um interlocutor. Os atos v√£o influenciar a contagem de votos com a qual auxiliares de Temer trabalham ‚ÄĒ entre 250 e 270 favor√°veis √† derrubada da den√ļncia. A primeira acusa√ß√£o foi engavetada por 263 votos.

O Planalto tem que controlar, ainda, a crise no PSDB, que est√° rachado entre governistas e independentes, em fun√ß√£o da cobran√ßa pela ren√ļncia do senador A√©cio Neves (MG) da presid√™ncia do partido. Ele est√° licenciado e o interino, Tasso Jeiressati (CE), cobra sua sa√≠da definitiva. Essa queda de bra√ßo pode refletir na vota√ß√£o de quarta-feira. O l√≠der da maioria da C√Ęmara dos Deputados, Lelo Coimbra (PMDB-ES), disse que o presidente Temer est√° tranquilo, mas admitiu que h√° muita ‚Äúinquieta√ß√£o‚ÄĚ na base.

‚ÄĒ Dependendo da forma como as pend√™ncias sejam resolvidas, o placar ficar√° mais pr√≥ximo de 250 votos ou 270 votos ‚ÄĒ disse Lelo

Temer √© acusado de obstru√ß√£o √† Justi√ßa e organiza√ß√£o criminosa. As negocia√ß√Ķes para barrar a acusa√ß√£o da PGR est√£o sendo conduzidas diretamente por Temer, que pediu aux√≠lio ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que tamb√©m √© denunciado. Al√©m dos dois, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) tamb√©m foi denunciado. Temer assumiu a coordena√ß√£o porque os partidos da base, sobretudo do centr√£o (que re√ļne PP, PSD, PR, PTB e SD), se recusaram a discutir com Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo, que encontra tamb√©m problemas dentro do seu partido, o PSDB.

IMBASSAHY PODE IR PARA O PMDB

Os preparativos para a vota√ß√£o ganhar√£o for√ßa hoje, quando Temer receber√°, no Pal√°cio da Alvorada, l√≠deres governistas e parlamentares da base. Ontem, o presidente recebeu Padilha, Imbassahy e o ministro Moreira Franco, al√©m de l√≠deres para definir as estrat√©gias e buscar a rejei√ß√£o da den√ļncia feita pela Procuradoria-Geral da Rep√ļblica. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, tamb√©m participou do encontro.

Imbassaby est√° afastado do corpo a corpo com os parlamentares, mas continua no cargo porque Temer gosta dele. No PSDB, a situa√ß√£o do ministro est√° tamb√©m cada vez mais complicada. Segundo um interlocutor, ele j√° est√° com ‚Äúo p√© fora do partido‚ÄĚ. Imbassahy pretende disputar uma cadeira no Senado nas elei√ß√Ķes de 2018, o que quer tamb√©m o deputado Jutahy J√ļnior (PSDB-BA) e n√£o h√° espa√ßo para os dois na legenda.

Uma solu√ß√£o aventada por interlocutores do ministro √© Imbassahy trocar o PSDB pelo PMDB, partido de Temer, para disputar o Senado. Assim, ele ocuparia um v√°cuo pol√≠tico no PMDB da Bahia deixado pelos irm√£os Geddel Vieira Lima e L√ļcio Vieira Lima (PMDB-BA), investigados em desdobramentos da Opera√ß√£o Lava-Jato. Geddel est√° preso e L√ļcio foi alvo de opera√ß√£o policial semana passada. Imbassahy n√£o tem comentado o assunto.

 

Foto: Reprodução

Fonte: OGlobo

 

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