6.3 // henrique narita

Vamos arregaçar as mangas?

Olá, leitores da Revista Mais Influente Homem!

Com grande prazer farei parte, a partir desta semana, do quadro de colunistas deste importante canal.

Espero poder contribuir de alguma forma com opiniões, informações e experiências que vivo e vivi na área do chamado esporte amador como um todo, especialmente no mundo do tênis de mesa nacional.

Conto também com o retorno de todos, criticando, opinando, discordando, concordando para que acima de tudo possamos fazer uma interação interessante e positiva.

Muitos não me conhecem, sou mesa tenista, a alguns anos dentre os top players do Brasil.

Situação interessante vivi, quando estava em uma cidade do nordeste, disputando uma etapa da Copa do Brasil de Tênis de Mesa.

Ao sair do ginásio, já dentro de um táxi à  caminho do hotel, o taxista, muito simpático aliás, me perguntou sobre o torneio e tal.

A maior curiosidade dele era saber quanto ganhávamos neste torneio. E qual não foi a surpresa dele ao saber que nem eu e ninguém que estivesse jogando recebia algum tipo de prêmio ou incentivo. Maior ainda a surpresa ao saber que todas as despesas como passagens, estadias, refeições e tudo mais eram bancados pelos próprios atletas. Ao que por óbvio, resolveu perguntar:  “Se não ganham nada… Então porque vocês vêm jogar?”.

Ora, o raciocínio lógico do taxista está coberto de razão.

Embora tenha respondido apenas com um sorriso educado, respondi pra mim mesmo em um lampejo de reflexão. Acredito que como eu, muitos esportistas, principalmente das modalidades pouco divulgadas pela mídia, somos movidos pela paixão esportiva, a busca pela excelência em algo,  a vontade de ser o melhor dentre os melhores,  a busca pelo limite, pela superação e o mais amplo espírito esportivo.

Ocorre que lamentavelmente isso tudo tem um preço e cedo ou tarde grandes atletas, de níveis internacionais, acabam por serem obrigados a abandonar sua paixão,  abandonar o esporte, abandonar sonhos e largar a promissora ou em muitos casos já consagradas carreiras esportivas.

Acredito que precisamos buscar melhorias,  reclamar direitos, exigir boa conduta daqueles que possuem o “poder da caneta” e assim procuro fazer.

Mas acima de tudo, acredito mais ainda que precisamos arregaçar as mangas e tentar mudar o mundo. Fazer tudo que pudermos para melhoria contínua de nossa sociedade e esse tem sido meu desafio a algum tempo, continuar minha vida de atleta de alto rendimento, que saibam não é nada fácil, além de participar, liderar, empreender projetos que visam a profissionalização, a massificação deste esporte e dar um mínimo de condição para que um atleta mesatenista possa se focar em seus objetivos esportivos sem, pelo menos, ter que usar recursos do próprio bolso ou de sua família. E pasmem, acreditem, isso acaba mexendo com interesses… mas é conversa para as próximas semanas.

Então sobre tudo isso conversaremos muito… busquemos fazer nossa parte, unir esporte à cultura, unir esporte à educação, unir esporte à sociedade e assim humildemente contribuir para um país melhor.

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista