6.3 // henrique narita

Um obrigado à colônia japonesa!

Olá amigos, espero que estejam gostando dessa nossa interação semanal. Caso tenham algum assunto que queiram abordar ou sugestões de pauta, estarei à disposição de todos.

Não sei se todos conhecem, mas espalhados Brasil afora, especialmente nos estados de São Paulo e Paraná, existem centenas de associações da colônia japonesa no Brasil. São conhecidos como “kaikan’s”. Fundadas por membros da comunidade da colônia nipônica, nasceram com o objetivo de manter vivo dentre os colonizadores, a rica cultura japonesa. Não raro, essas associações já possuem cinquenta, sessenta, setenta anos ou mais. São indubitavelmente iniciativas que deram certo.

Se você leitor é jogador de tênis de mesa, seja como hobbie ou profissional, tenho certeza que conhece vários exemplos de kaikan’s. Como a forte equipe da Associação Okinawa de Casa Verde, como o Kenzen que fica no kaikan Vila Ré, ambos na cidade de São Paulo. O próprio Nippon Country Club no município de Arujá- SP (não é bem um kaikan, mas tem muita similaridade em sua origem), enfim, são muitos exemplos.

Por muitas décadas eram basicamente frequentados por japoneses ou seus descendentes, com atividades e programações baseadas na cultura japonesa. Com o tempo e passar das gerações, essas associações, embora ainda preservem o intuito original de manter a cultura nipônica viva dentre os descendentes, se tornaram algo como “clubes” frequentados por todos, descendentes nipônicos ou não – e, diga-se de passagem, todos são sempre benvindos.

Tenho visitado vários kaikan’s e vejo situações muito empolgantes onde fervilham as atividades culturais e esportivas, como casos em que as atividades estão sendo paralisadas pouco a pouco.

Nosso tênis de mesa, deve muito a colônia nipônica, isso é fato. Até hoje, muitos de nossos melhores jogadores, são descendentes de japoneses. São inúmeros exemplos como o saudoso e ídolo Claudio Kano, o Silney Yuta, o grande campeão Hugo Hoyama, os atuais ídolos Gustavo Tsuboi e Cazuo Matsumoto, no feminino temos nomes como a Carol Kumahara, Jéssica Yamada, enfim inúmeros exemplos. Mais do que isso, a difusão desse esporte em nosso pais teve a contribuição fundamental dessa colônia, especialmente nos kaikan’s.

Tenho percebido que o que tem mantido os kaikan’s vivos é esse conjunto de atividades culturais e esportivas, para todas as idades e gênero. Dança, karaokê, taikô, atletismo, futsal, vôlei, ginastica para terceira idade, bingo beneficentes, festas do yakissoba, sukiyaki, os tradicionais bonenkai’s e shinenkai’s que são festas de confraternização de finalização e agradecimento pelo ano que passou e de boa sorte para o ano que entra, o Tanabata Matsuri que ocorre no mês de julho… e claro, o tênis de mesa.

Se nós, amantes do tênis de mesa temos muito a agradecer à colônia nipônica e aos kaikan’s, devemos agora de alguma forma retribuir essa contribuição valiosíssima que deram ao nosso país. E isso, também vem de encontro ao meu desejo e trabalho de massificação desse esporte. Já imaginaram um dia o Brasil com vários representantes com importante status no ranking mundial? Pois isso será a consequência, mesmo não sendo minha meta, dessa massificação que tanto trabalho. E tenho certeza de que virá de carona a adesão de tantos outros esportes olímpicos, hoje não tão populares.

Então, vamos praticar tênis de mesa nos kaikan’s e humildemente contribuir para a eternização dessas associações e com isso contribuiremos também para a caminhada da massificação do esporte. Quer praticar tênis de mesa? Procure por um kaikan perto de sua casa. Não tem tênis de mesa nesse kaikan, mas tem pessoas com interesse em praticar, brincar, jogar ou treinar? Me procurem, posso ajudar!

Já sabem o meu contato: soutenisdemesa@gmail.com !

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista