6.1 // denise prado

Trair e coçar é só começar

Um mal entendido pode gerar muita confusão, uma palavra, uma vírgula, um olhar, um sorriso e até mesmo um gesto pode ser interpretado como cada pessoa percebe.  Relatar um fato que você escuta do seu ponto de vista pode distorcer a verdade e estragar a vida de uma pessoa.

No espetáculo Trair e Coçar é só Começar, que está em cartaz há 31 anos, comemorado em março de 2017, o autor Marcos Caruso mostra com humor o que pode ser muitas vezes um transtorno na vida de um casal, principalmente quando no meio disso tem uma empregada que contribui bastante e aproveita –se dos patrões para aumentar a confusão.

Demorei muito para assistir Trair e Coçar é só Começar e confesso, depois de ter visto a primeira vez já voltei e entendo porque a peça está há tanto tempo em cartaz mantendo um público que se renova ano após ano.

O tema é atemporal.

Traição ou uma suposta traição. O fato é que sem exceção já passamos ou conhecemos alguém que foi traído ou que traiu, ou mesmo foi vitima de um mal entendido onde sempre tem aquele “amigo/a” de plantão que disponível para ajudar a resolver o caso, se disponibiliza para investigar, fuçar até obter a certeza do que está acontecendo e apresentar a solução.

A traição é sempre discutida nas rodas de  homens e mulheres, não importa o sexo, o gênero,  a orientação sexual, quando o assunto é traição os ânimos fervem, e as histórias são muito parecidas. Muitas vezes sem saber onde começou.

É exatamente assim que esse elenco maravilhoso se diverte e diverte o público falando de um assunto que traz tantos conflitos e intrigas. O centro de tudo é a empregada Olímpia que costura toda a comédia.

Trai e Coçar é só Começar  já foi vista por mais de 8 milhões de espectadores,  com mais de 9 mil apresentações, 4 vezes no Guiness Book, Prêmio Quality Cultural, homenageada pela Assembleia Legislativa de São Paulo, já virou filme e série no Multishow, livro pela Editora Giostri e segue se apresentando em São Paulo e pelo Brasil.

Em 29 anos, quase 100 atores passaram pela peça, entre eles, Suely Franco, Denise Fraga, Adriano Reis, Rômulo Arantes, José Augusto Branco, Ana Rosa, Alexandre Reinecke, Imara Reis, Roberto Arduin, Roberto Pirillo, Bruna Gasgon, Clarisse Abujamra, Mário Cardoso e Anna Maria Dias.

Atualmente o elenco é integrado por:  Anastácia Custódio, Carlos Mariano, Mario Pretini, Tânia Casttello, Carla Pagani, Miguel Bretas, Ricardo Ciciliano, Siomara Schröder e Beto Nasci.

Marcos Caruso escreveu a comédia aos 27 anos e a deixou na gaveta por seis anos, só estreando em 1986 e dali prá frente não parou mais, está em cartaz interruptamente há 31 anos. Esperamos que fique por mais trinta, quarenta, cinquenta anos encantando e sendo cada vez Mais Influente no cenário artístico Brasileiro.

 

Serviço:

Teatro Ruth Escobar – Sala Dinah Sfat – Rua dos Ingleses, 209 Bela Vista

Dias: Sexta e Sábado – 21H00 e Domingo – 20H00

Temporada até 26 de novembro de 2017

 

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