6.3 // henrique narita

Tênis de Mesa! Que esporte maravilhoso!

Hoje quero falar um pouco sobre o tênis de mesa, esporte no qual tive e tenho muitas alegrias na área esportiva e alguns dissabores na parte organizacional, administrativa, cartolagem e tal, que deixarei para contar em outras oportunidades. Hoje quero focar nossa conversa na parte boa, aliás, parte maravilhosa que é exatamente a pratica do tênis de mesa!

Diferente de muitos atletas de ponta em nosso país, descobri esse esporte já quase na adolescência, onde a maioria já o praticava desde a infância. Me esforcei muito para atingir a performance necessária para chegar a ser um player importante em nosso pais. Fui o melhor atleta de São Paulo, melhor atleta do Brasil, venci Copas do Brasil, disputei torneios internacionais e vesti a camisa da equipe da seleção em várias oportunidades.

Talvez muitos não conheçam o tênis de mesa ou ate mesmo o confundam com ping pong. Aqui no Brasil, ping-pong seria o equivalente a uma brincadeira sendo que o tênis de mesa seria a prática desse esporte olímpico.

É o terceiro esporte mais praticado no Brasil, segundo o Atlas do Esporte, e, pelo menos até 2013, a Federação Internacional do tênis de mesa, era a segunda entidade com mais afiliados perdendo apenas para o futebol.

Foi considerado pela NASA como o esporte mais complexo a ser praticado em alto nível. E não é para menos, infinitas combinações de variáveis, muita energia para as explosões musculares, muito folego para o desempenho aeróbico e por tudo isso, insisto: maravilhoso!

Imaginem que ao iniciar a disputa de um ponto (de onze necessários para fechar um game) a brincadeira toda começa com um simples saque. Simples? Só no modo de falar… ao sacar precisamos visualizar a postura do adversário, seu posicionamento, sua característica, para definirmos como iniciaremos o serviço. Hummmm… ai devemos pensar…  que efeito colocaremos na bolinha, pra cima, pra baixo, lateral, lateral pra baixo, lateral pra cima ou até o saque “morto” (sem efeito), afinal, o efeito na bola, criado pelas borrachas das raquetes, é uma das coisas mais importantes nesse esporte. Terminou? Não! Depois de pensar que efeito utilizarei, tenho agregar combinações de tática, saque longo, curto, velocidade, percepção de reação do oponente e muito mais. E tudo isso é só o início da disputa de um ponto.

Saquei! Pensei em tudo isso resumido acima em poucos segundos (acreditem tem muito mais a ser pensado) e iniciei o serviço. Em fração de segundos a bola pinga na mesa, na parte do adversário e a disputa pelo precioso ponto começa. Como volta a bola? Com que efeito? Para que lado? Curta? Longa? Rápida? Lenta? Nessa fração de segundos, em uma explosão muscular e reflexo tento devolver a bolinha para o outro lado, atacando, contra-atacando, defendendo, colocando, enfim inúmeras possibilidades e aí sucessivamente até que eu ou o oponente cometa um erro ou se consiga um ponto vencedor, um winner.

Segundo matéria da Sport Science da ESPN, a velocidade da bolinha pode ser comparada a velocidade do arremesso da bola de beisebol, podendo atingir velocidades altíssimas. A resistência física necessária pode ser comparada à exigida por um jogador de futebol, a velocidade de reação e a explosão muscular constante, são também necessárias nesse esporte.

Além do aspecto físico, o preparo psicológico, concentração e foco são igualmente fundamentais neste jogo. Uma desconcentração de um ou dois minutos, não raro, definem resultados de jogos.

E se é para falar bem desse esporte… Na minha opinião, o melhor de tudo, fora o que já disse acima, é que jogadores amadores, sejam iniciantes, sejam com boa habilidade e técnica, jogadores federados e confederados, jogadores de fim de semana, todos enfim, formamos uma comunidade de amantes do tênis de mesa, extremamente saudável e familiar.

Existem torneios amadores, em todos os cantos de São Paulo por exemplo, em todos os finais de semana. Na maior parte das vezes acaba sendo mais um encontro de amigos que um torneio propriamente (mas não se enganem, todos querem ganhar!). Praticantes de 4 a 100 anos de idade. Não tem pré-requisitos de idade, portanto. Nem de gênero, nem de biotipo.

Convido a vocês leitores a praticarem esse esporte maravilhoso. Ou, pelo menos experimentarem, pois tenho a certeza de que irão se apaixonar por ele!

Me mandem mensagem que indico um local para pratica próximo de seu endereço, ou caso queiram indico profissionais para iniciar treinamentos para grupos ou ate mesmo individuais!

Vamos massificar este esporte! Sei que vocês irão gostar!

Henrique Narita, atleta das empresas: Solos Energia Solar, Joola, RS Consultoria Hoteleira, Ebmat, L2U e Thethona.

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista