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Polícia Civil prende quadrilha que furtava carros e comercializava os produtos

 

Uma associação criminosa especializada em furto de veículos, em interior de carros e receptação de objetos roubados foi desmantelada pela Polícia Civil. Uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) cumpre cinco mandados de prisão temporária, 12 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento) em Águas Claras, Taguatinga, Vicente Pires, Samambaia, Ceilândia e Sobradinho. Um dos alvos tem 28 anos e cumpre pena no regime semiaberto no Centro de Progressão Penitenciária (CPP).

Até às 7h, a polícia havia prendido três pessoas e cumprido 6 ordens de condução coercitiva, além de 12 buscas.

A investigação começou desde o ano passado e mostrou que os produtos eram repassados para comerciantes, donos de estabelecimentos comerciais em feiras, e, também, para pessoas do círculo de amizade dos autores. Segundo o delegado-chefe da unidade, Marco Aurélio Souza, o grupo participou de, ao menos, 15 ocorrências. No início, o grupo agia sem habilidade com a prática criminosa. “Entretanto, com a atuação semanal dos autores e a renovação constante do ciclo criminoso, o modus operandi foi modificado dada a experiência que foram adquirindo. Os suspeitos foram aprimorando suas ações”, explicou o investigador.

Primeiro, o grupo furtava o carro para usá-lo em outros crimes, mas, para não chamar atenção, adulteravam placas originais por outras de veículos com as mesmas características. Com o automóvel eles praticavam furto em interior de outros carros.

Crime organizado

Os criminosos ainda escolhiam os locais de atuação, de preferência em estabelecimentos comerciais, como supermercados, onde os veículos poderiam ficar estacionados durante um período de tempo sem levantar suspeita. Os carros escolhidos pelo grupo eram aqueles recém-retirados das concessionárias, porque, assim que o veículo sai da loja, geralmente a chave reserva é deixada junto do manual que, na maior parte das vezes, está dentro do próprio automóvel. Assim, ao arrombar o veículo, eles também teriam a chance de levar o carro.

No entanto, quando eles não encontravam a chave, levavam, de preferência, a central de multimídia, aparelho de som e estepe do carro. Com os produtos em mãos, eles tentavam transformá-los em renda. Os objetos eram negociados entre comerciantes de feiras e pessoas do convívio dos criminosos. Essas pessoas recebiam a mercadoria e as revendia por preço inferior ao de mercado.

Todos os envolvidos já têm passagem por furto de veículos e em interior de carros, roubo, receptação, adulteração de automóvel e associação criminosa. Pelos novos crimes eles podem responder por associação criminosa, furto qualificado e receptação. Se condenados, podem pegar até 15 anos de prisão.

 

Foto: Marcelo Ferreira/CB/DA Press

Fonte: Correio Braziliense

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