6.1 // denise prado

Onde é o Paraíso?

Sai novela, entra novela e os autores usam da realidade nua e crua para através do seu poder midiático informar e alertar cada vez mais pessoas mais fragilizadas e mais vulneráveis  que sofrem constantemente abusos e preconceitos.

Na nova novela “O Outro Lado do Paraíso”, o assunto é a violência cometida contra a mulher em todas as suas instâncias, a novela também traz o preconceito contra o nanismo e as diversas manipulações que os seres humanos sabem tão bem fazer se utilizando das fraquezas alheias.

Todas nós conhecemos alguma amiga que sofreu ou sofre calada algum tipo de violência doméstica, não falo só da violência física, falo também da violência psicológica, doente que faz com que a vitima vire refém de si mesma, acreditando que tudo o que vive é culpa dela. Os homens continuam mesmo em pleno século XXI com todas as leis e campanhas cometendo as maiores atrocidades contra suas esposas, mães, filhas e mulheres. As notícias são as piores possíveis, mas o que me assusta mesmos é que em muitos casos o violador é estimulado por outra mulher como vi acontecer em um capítulo da novela, onde a personagem de Marieta Severo instiga o filho após um encontro casual da sua nora com um garçom. Ainda não havia visto a novela e levei um baita susto quando a cena da violência aconteceu, foi muito real e me remeteu imediatamente a histórias que já ouvi de pessoas bem próximas.Fico me perguntando se existe um estudo sobre como funciona a mente masculina, como um homem pode ser capaz de achar que pode bater machucar, violar sexualmente, achar que é dono, que a mulher pertence a ele custe o que custar e que as coisas se resolvem na violência, ignorando os direitos e conquistas das mulheres.

Me pergunto também o que leva a mulher a permitir ser violentada, permitir ser ultrajada e humilhada. E porque muitas vezes desculpa e aceita de volta seu algoz, porque nem denuncia faz? Como pode? E a família? E as amigas? Onde estão? E a polícia, que infelizmente na maioria dos casos ainda culpa a mulher.  As estatísticas são alarmantes. As mulheres omitem para não sofrerem mais humilhações de quem deveriam protegê-las.Assisti uma entrevista com o autor Walcir Carrasco e tenho que tirar o chapéu pra ele que traz a tona um tema que é recorrente e parece que ainda tem um longo caminho pela frente, não dá mais para fingir que as coisas estão melhorando, porque ainda está longe disso. Esse assunto não é ultrapassado e nunca, nunca deve deixar de ser falado, é um problema de todas nós, de mulheres que são mais fortes, que conseguem se posicionar e assim ajudam as outras mulheres. Vamos continuar gritando para os quatro cantos do mundo: “Mexeu com uma Mexeu com todas”!

Que mais homens como o Walcir Carrasco sejam os Mais Influentes e inspirem outros homens a refletirem e entenderem de uma vez por todas que não há desculpa, que não há justificativa para a violência contra mulher.

 

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