6.1 // denise prado

Nada será como antes… E você pode…

Essa semana se comemora o Dia Internacional da Mulher, sinceramente gostaria de saber se os Homens sabem o verdadeiro significado de SER MULHER. Gostaria de entender como podem praticar a violência contra a mulher que independente de ser sua esposa, namorada, amante, amiga, uma estranha que passa na rua, filha, irmã, cunhada, independente de qualquer relação, podem usar de violência contra a Mulher /Mãe. Sim porque é do ventre de uma mulher que nasce o homem, é essa mulher que ele teima em maltratar, violentar, machucar, humilhar, que lhe dá a vida, que o alimenta desde que é concebido.

Como explicar esse sentimento que o faz pensar que é um Ser superior, que pode ocupar cargos e ter profissões privilegiadas, remunerações infinitamente maiores, se achar dono da mulher que ele escolhe para ser a mãe de seu filho ou filha, subestimar a mulher que está ao seu redor, seja na mesa de um bar, no trabalho, na sua vida pessoal ou social?

Como explicar ser qualificada como um “animal mamífero”, ser mutilada para que não tenha prazer quando está proporcionando o gozo, ser vendida como um objeto, ser ultrajada por simplesmente querer estar bonita, maquiada, cheirosa e sensual, ser constantemente tratada com desrespeito por autoridades que deveriam protegê-la, afinal de contas esses mesmos homens que praticam tais atrocidades, saíram do ventre de uma mulher.

O mundo está mudando?  Acho que sim, mas porque as mulheres estão mudando o mundo a partir de suas atitudes, a partir da coragem de usar a sua voz, de usar a mesma força que usam para parir um homem, para gritar pelos seus direitos, pela sua dignidade, pelo respeito.  E está fazendo efeito, mesmo que ainda timidamente, podemos encontrar homens que se engajam nessa luta pela liberdade da mulher, pela sua luta de exercer o Poder do Sagrado Feminino que lhes foi concedido e que durante séculos lhes foi tomado.

Ando encontrando homens lindos, plenos em suas vidas compartilhadas com mães, esposas, namoradas, filhas, avós, amigas e acreditem, não são “gays”. Isso porque quando se fala no homem que cuida da mulher, da mãe, da casa e ainda por cima é solteiro, vixi, é logo taxado pejorativamente pelos machistas de plantão de “gays”. Mentira. Calúnia. Preconceito. Inveja, por não conseguir se despir de estereótipos e deixar vir à tona toda sua delicadeza, cumplicidade, amorosidade, gentileza e viver plenamente em comunhão, com a Mulher.

Já estive em muitas rodas de machistas que teimam em detonar a mulher, de contar vantagens, que fez isso, que pega todas, que a mulher dele tem mais é que ficar em casa cuidando da cria, que a mãe lava a roupa e que nem a cueca ele se propõe a lavar, que o filho é o “picão”, que vai “comer” todas e o pior de tudo: Quem Homem não chora”. Esse mesmo contador de “historias”, chega em casa e ajuda na tarefas, cuida da filha/o com carinho, troca fralda, cozinha, leva o lixo pra rua e trata sua esposa, mãe, namorada, irmã e amiga como parceiras da vida. Então porque razão quando está nas rodas se vangloria de atitudes tão mesquinhas? Porque não conta a verdade para que seja a inspiração de outros homens e assim possa disseminar o amor, o respeito, a cumplicidade e assim elevar cada vez mais a Mulher com quem partilha a vida?

Essa semana, esse mês, pode ser um bom momento de reflexão para que cada Homem procure ser Mais Influente inspirando seus amigos a mudarem o discurso e a atitude.  Toda vez que estiver em uma roda de amigos, experimente contar como você é companheiro da Mulher que te cerca, conte como a ouve, como percebe quando ela está na TPM, sem ficar debochando, como é parceiro quando ela com seu sexto sentido, seu faro feminino, percebe algo, como você para ouvi-la, abraça-la e principalmente respeitá-la como SER HUMANA, como MULHER!

Se cada Homem fizer um pouco, muito já será feito!

 

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