6.1 // denise prado

Música – O antídoto…

Vejo diariamente os jornais e as redes sociais proclamarem uma crise econômica no Brasil, vejo a falta de emprego, assisto através dos aplicativos de mobilidade motoristas que estão saindo de suas atividades profissionais para trabalharem atrás do volante por até 15 horas felizes. Confesso que não entendo muito essa tal de crise, parece que não se aplica ao País, se aplica à algumas pessoas, à alguns segmentos ou mesmo à quem não pertence a um grupo de privilegiados.

E aí você me pergunta: – Como chegou a essa conclusão? Baseado em que estatística?

E eu respondo: Através dos meus sentidos. Através dos meus olhos que não me enganam quando ando pelas ruas de São Paulo, por exemplo, quando olho atenciosamente para os restaurantes lotados, quando sou convidada para ir a um show onde o ingresso da pista Premium custa aproximadamente oitocentos reais e está lotada.

Mas eu entendo. Como suportar tantas adversidades, tantos problemas sem a música do Coldplay? Na noite de terça-feira, veja bem terça-feira, um dia útil, onde supostamente as pessoas no dia seguinte tem que trabalhar ir à escola, cuidar de suas vidas. Presenciei um espetáculo a parte do show principal, um show de vibração positiva, o show da plateia interagindo, fazendo parte integralmente de cada música. Em vários momentos a emoção tomava conta simplesmente por estar assistindo quarenta e duas mil pessoas aproximadamente hipnotizadas esquecendo-se de sua “crise”, contrariando todas as afirmações de que ela existe.Só a música tem esse poder e o Coldplay foi além quando não diferenciou o público pelo local escolhido para assisti-los distribuindo uma pulseira que fazia tudo se iluminar aos som de seus acordes inconfundíveis. Ficamos todos em êxtase e nem sentimos o tempo passar, era a mágica do show perfeito, da música que une e que propaga o amor.

Antes de o show começar com uma plateia já impaciente soube que no dia anterior eles chegaram de bicicleta para passar o som, saíram de seu hotel, pedalando, chegaram no estádio, passaram o som e voltaram pedalando pelas Avenidas de São Paulo. São movidos pelo ofício de cantar e encantar e isso é visível na sintonia com o público que está inserido no show, participando com sua luz.Eu fui espectadora de pelo menos 5 horas em que as pessoas não estavam em crise, não pensavam na crise. A sensação era  de uma terapia coletiva, ou uma seita onde em êxtase todos com suas pulseiras vermelhas, amarelas, rosas, verdes, azuis ficaram sem rostos é se transformaram em um tsunami de luz e som trazendo o véu do esquecimento, tirando a gente desse lugar comum do medo e da insegurança.

Mesmo com toda essa crise anunciada, o Brasil se tornou rota obrigatória para os grandes nomes internacionais da música e da dança. Ainda bem, pois  com certeza a música pode nos levar para um outro lugar, para um lugar único.

Esperamos que a música continue sendo Mais influente em nossas vidas trazendo lembranças, transformando sentimentos e ultrapassando fronteiras. Que venham mais shows tão iluminados!

Viva a Música, Viva a Arte, Viva o Brasil que diante de tanta adversidade consegue ainda ser tão divertido!

 

Fotos e vídeo: Reprodução/ArquivoPessoal

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