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Morre aos 86 anos um dos chefes mais queridos da cozinha brasileira

Tido como um dos precursores da boa mesa no Rio de Janeiro, na década de 1980, o chef José Hugo Celidônio morreu na noite deste domingo (2) aos 86 anos, após se sentir mal durante um jantar numa pizzaria do Rio.

Como ele não tinha nenhum problema de saúde e trabalhava todos os dias normalmente, sua morte foi um choque na família. “Ele estava ótimo, todo mundo foi pego de surpresa”, lamenta a chef Joana Gallo, do restaurante Donna Jô (em Búzios), amiga que já estava na manhã desta segunda-feira (3) na casa dele para ajudar os familiares. Celidônio morava sozinho com sua mulher, Marialice Celidônio. Segundo Joana, a causa mortis ainda não é conhecida.

Foi em 1980 que o chef abriu o Club Gourmet, referência de gastronomia autoral na época e que ficou aberto por quase duas décadas. O chef, que morou em Paris na década de 1950, é tido como o responsável por introduzir o carpaccio em restaurantes do Rio.

Por suas mãos passaram jovens cozinheiros como Pedro de Artagão (do Irajá Gastrô), que trabalhou lá, e Felipe Bronze (Oro e Pipo), que fez sua primeira aula de culinária com Celidônio, aos 15 anos. “Difícil assimilar (a morte). A presença do Zé Hugo sempre foi muito forte pra mim, muito mais que uma influência como chef. Ele simbolizava uma época, uma elegância, era a definição perfeita do ‘bon vivant’. Seu humor, o jeito de falar, de fazer as coisas… É como se a época romântica dos restaurantes tivesse acabado”, disse Bronze.

Em outubro do ano passado, Celidônio reativou o nome Club Gourmet dentro do complexo Lagoon, na Lagoa, onde servia bufê de almoço e jantar à la carte – e onde batia ponto todos os dias. Publicou, entre outros livros, Histórias e Receitas de José Hugo Celidônio (Ediouro, 1998).

 

Fonte: Terra

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