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Medina, JJ ou Jordy? Havaí abre janela de espera para decisão

O Pipeline Masters em memória a Andy Irons, a etapa mais aguardada do ano, será aberta nesta sexta-feira e definirá o campeão mundial de 2017 até o dia 20 de dezembro, no Havaí. O brasileiro Gabriel Medina e o havaiano John John Florence buscam o bicampeonato mundial, enquanto o sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson têm chances de conquistar o seu primeiro título. A última de 11 etapas do Circuito Mundial também definirá a lista dos 34 surfistas que integrarão a elite em 2018. Só os 22 mais bem colocados do ranking mundial se mantêm na nata do esporte na temporada seguinte, e 14 atletas definem o seu futuro no Havaí.

Miguel Pupo e Wiggolly Dantas tentam garantir suas permanências na elite, e a vaga de Michael Rodrigues no QS ainda é ameaçada no Pipe Masters. A primeira chamada será às 15h desta sexta-feira. Rodrigues está em 11º e torce pela classificação pelo CT de Kanoa Igarashi, Ezekiel Lau e Italo Ferreira para ganhar o seu espaço. A temporada pela divisão de acesso (QS) já garantiu ao menos cinco brasileiros no G-10 que se garante na elite, com Jessé Mendes (2º), Tomas Hermes (5º), Yago Dora (6º), Italo Ferreira (7º) e Willian Cardoso (8º).

Brasil pode herdar sexta vaga do QS em Pipeline

Michael Rodrigues passou momentos de agonia em Sunset Beach ao secar os seus principais rivais na briga pelo 11º lugar no ranking de acesso no último dia de disputas. Os obstáculos foram sendo derrubados, um a um, mas o cearense ainda terá aguardar mais um pouco para conhecer o seu destino. Top 3 do QS e 20 no CT, Kanoa Igarashi pode sair da zona de classificação, dependendo de seu resultado em Pipeline. Se não conseguir permanecer entre os 22 mais bem ranqueados na elite, o americano de origem japonesa terá de usar a terceira posição no QS para se manter na elite em 2018. Se Italo ou Zeke Lau ficarem no G-22, Michael ganha a vaga para o CT de 2018.

Contas matemáticas para Jadson e Ian Gouveia

Embora remotas, dois brasileiros da elite ainda mantêm as esperanças no Havaí: Jadson André e Ian Gouveia, que fez em 2017 a sua estreia entre os melhores do mundo. As chances matemáticas são reais, porém, complexas. Jadson, número 32 do mundo, tem obrigatoriamente vencer o Pipeline Masters, uma missão difícil. Ian (27º) precisa chegar às semifinais para garantir a sua permanência, a mesma situação de outros surfistas como o havaiano Ezekiel Lau (27º) e o italiano Leonardo Fioravanti (26º). Para Kelly Slater (29º) e Jack Freestone (30º), é necessário chegar à final.

Medina tenta barrar o bi consecutivo de John John

A corrida pelo caneco deste ano talvez seja a mais equilibrada e imprevisível de últimos tempos. O atual campeão mundial e líder do ranking, John John, e o vice-líder Gabriel Medina, que conquistou duas vitórias consecutivas em etapas da perna europeia, na França e em Portugal, estão mais perto do topo. O havaiano soma 53.350 pontos, depois de 10 etapas, enquanto o brasileiro tem 50.250. Gabriel precisa chegar ao menos às quartas de final para alcançar 53.700. John John confirma o bicampeonato se for à final pela primeira vez em Pipeline.

Uma semifinal de John John obriga Medina a vencer o evento, algo que o paulista ainda não conseguiu, embora tenha batido duas vezes na trave. Em 2014, ano do histórico título para o Brasil, ele foi barrado por Julian Wilson, mesmo com um tubo nota 10. John John dá fim às esperanças de Julian se passar do round 3, e tira Jordy da briga se for às quartas – neste caso, só a vitória interessaria ao brasileiro. O retrospecto conta a favor de Gabriel. Em 2015, ele passou na semifinal por Mick Fanning, mas perdeu a decisão para Adriano de Souza, o Mineirinho, que terminou o ano com o título mundial e da etapa havaiana. Apesar de ter ficado com o vice, Medina fechou o ano com a Tríplice Coroa Havaiana.

Vagas na elite em 2018

A luta dos desesperados para fugir da degola será um capítulo à parte. Cinco surfistas defendem as suas permanências no G-22: Caio Ibelli (18º lugar), Jeremy Flores (19º), Kanoa Igarashi (20º), Conner Coffin (21º) e Bede Durbidge (22º). Três dos nove atletas que estão na porta de entrada da zona de classificação têm boas chances: Miguel Pupo (23º), Wiggolly Dantas (24º) e Italo Ferreira (25º), que deverá ganhar um dos dois “injured wildcards”, convite dado ao surfista que sofreu problemas de lesão ao longo da temporada. No fim do ano, a WSL distribui dois convites para surfistas prejudicados por lesões. Se Italo receber o injured wildcard, Michael Rodrigues também seria beneficiado.

Além de Italo, o outro que deverá ser agraciado com o benefício é Kelly Slater, que machucou o pé em julho deste ano em uma sessão de freesurf em Boneyards, em Jeffreys Bay, na África do Sul. O americano já havia abdicado de competir em Saquarema (RJ) por dores nas costas, perdeu outras quatro etapas e voltará somente para a última parada do Tour. Slater é o recordista de vitórias no Pipeline Masters, com sete títulos nas costas na “meca” do surfe.

Baterias da 1ª fase do Pipeline Masters:

1: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Jadson André (BRA)
2: Owen Wright (AUS), Kanoa Igarashi (EUA), Josh Kerr (AUS)
3: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Stuart Kennedy (AUS)
4: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS), Ethan Ewing (AUS)
5: Gabriel Medina (BRA), Miguel Pupo (BRA), convidado
6: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA), convidado
7: Adriano de Souza (BRA), Caio Ibelli (BRA), Jack Freestone (AUS)
8: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA), Kelly Slater (EUA)
9: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (TAH), Ezekiel Lau (HAV)
10: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS), Ian Gouveia (BRA)
11: Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)
12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (PRT), Italo Ferreira (BRA)

Top-22 do Circuito Mundial, após 10 etapas:

1: John John Florence (HAV) – 53.350 pontos
2: Gabriel Medina (BRA) – 50.250
3: Jordy Smith (AFR) – 47.600
4: Julian Wilson (AUS) – 45.200
5: Owen Wright (AUS) – 39.850
6: Matt Wilkinson (AUS) – 39.450
7: Adriano de Souza (BRA) – 36.600
8: Kolohe Andino (EUA) – 36.000
9: Filipe Toledo (BRA) – 35.450
10: Sebastian Zietz (HAV) – 34.450
11: Joel Parkinson (AUS) – 33.100
12: Mick Fanning (AUS) – 33.000
13: Frederico Morais (PRT) – 29.900
14: Connor O’Leary (AUS) – 28.700
15: Adrian Buchan (AUS) – 26.500
16: Michel Bourez (TAH) – 23.700
17: Joan Duru (FRA) – 23.400
18: Caio Ibelli (BRA) – 21.750
19: Jeremy Flores (FRA) – 21.450
20: Kanoa Igarashi (EUA) – 21.200
21: Conner Coffin (EUA) – 21.000
22: Bede Durbidge (AUS) – 20.200
———–outros brasileiros:
23: Miguel Pupo (SP) – 18.900 pontos
24: Wiggolly Dantas (SP) – 18.700
25: Italo Ferreira (RN) – 17.700
27: Ian Gouveia (PE) – 14.250
32: Jadson André (RN) – 11.750
36: Yago Dora (SC) – 7.000
38: Jessé Mendes (SP) – 2.250
44: Bino Lopes (BA) – 1.000
45: Samuel Pupo (SP) – 500

Lista dos 10 indicados pelo QS para o CT 2018:

1: Griffin Colapinto (EUA) – 26.900 pontos
2: Jessé Mendes (BRA) – 25.400
3: Kanoa Igarashi (EUA) – 23.030 e top-22 do CT
4: Wade Carmichael (AUS) – 21.400
5: Tomas Hermes (BRA) – 20.880
6: Yago Dora (BRA) – 20.450
7: Italo Ferreira (BRA) – 20.360
8: Willian Cardoso (BRA) – 19.000
9: Keanu Asing (HAV) – 16.950
10: Ezekiel Lau (HAV) – 16.750
11: Michael Rodrigues (BRA) – 16.550

 

Foto: Reprodução

Fonte: ESPN/GE

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