6.3 // henrique narita

Lição de casa!

Olá amigos! Essa semana quero tratar de um assunto que tem afetado a todos no tênis de mesa. A dificuldade de se obter meios de financiar nossa vida de atleta.

Poucos, mas muito poucos mesmo, conseguem se manter através do tênis de mesa. E desses poucos, apenas uma minoria sem bolsas do governo, sejam municipais, estaduais ou federal.

A “lei de mercado” é simples e prática. O que não oferece retorno, não recebe investimento. Por exemplo, você não investiria seu dinheiro em uma aplicação que não desse rendimento positivo. Você procuraria algo que lhe trouxesse algum tipo de compensação. Assim também funciona com as empresas. Se o investimento no tênis de mesa não traz retornos de visibilidade e de mercado, não atrai investimentos de empresas.

Muitas das empresas que apostam no tênis de mesa, no mais das vezes, o fazem para exercer sua função social, ou porque algum dirigente de clube ou atleta tem relação de amizade com o empresário ou representante daquela empresa. Mas poucas vezes vi uma empresa apostar no tênis de mesa e obter com isso retornos proporcionais.

Isso ocorre com o tênis de mesa, ocorre com o badminton, ocorre com o caratê, ocorre com inúmeros outros esportes.

E como podemos reverter esse quadro?

Pois é, temos muitas ações a fazer para gradativamente atrair a mídia e consequentemente as empresas à apostarem em nós.

Em primeiro lugar, temos que massificar esse esporte, de forma saudável e ética e em todas as idades e meios. Temos que priorizar o tênis de mesa dentre as crianças, nas escolas e associações. Precisamos divulgar a beleza de nosso esporte e seus benefícios e atrativos, para que todos o conheçam. Devemos criar uma rede do bem, onde possamos privilegiar e divulgar as empresas que ora apostam em nós. Devemos também apoiar e pedir iniciativas públicas que deem prioridade ao tênis de mesa, uma vez que se trata de esporte relativamente barato para se implantar.

Outra coisa, precisamos buscar dirigentes melhores, que olhem menos para seus umbigos e mais para o esporte, que não pensem que são os donos da cocada preta e nem que estão fazendo favor nenhum a ninguém. E se pensaram que estou falando dos altos cartolas de federações e confederação, erraram! Estou me referindo à muitos dirigentes de clubes, kais e agremiações. Os altos dirigentes são apenas reflexo de nossa comunidade mesatenistica.

Devemos também fiscalizar, exigir, dar ideias e contribuir para que as Federações e a Confederação exerçam seu trabalho de forma positiva e assertiva. Devemos contribuir e exigir meios para que eventos de excelente nível como Copas do Brasil e Campeonatos Brasileiros e até mesmo o Brasil Open, não passem desapercebidos do grande público. Muitas Copas já não têm mais atraído os melhores jogadores no Brasil, é um péssimo sinal.

Tenho visto várias ações muito boas e merecedoras de elogio e respeito. Alguns exemplos, Alexandre Cavalheiro com iniciativas excelentes, Cazuo Matsumoto e Jessica Yamada, o divertido programa do Gustavo Yokota. Talvez pudéssemos, respeitando a individualidade das iniciativas, juntar esforços! Aliás convido a todos a prestigiarem seus trabalhos e claro os meus também!

Vamos pensar nisso e dar o pontapé inicial e quem sabe, virarmos o jogo em 2018!

Um abraço a todos e até a próxima!

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista