6.1 // denise prado

Hoje tem palhaçada? Tem sim Senhor!

No meio de tanto caos, da crise e confusão que o nosso país vive, eles nos trazem alegria, doçura e nos fazem ir a nossa criança interior. Ser Palhaço é escolher viver pela ótica do bom humor, da generosidade, da felicidade, é ter o nariz vermelho sem estar chorando, mas provocar o choro de tanto nos fazer gargalhar.

Essa semana, dia 12 de Dezembro se comemorou o Dia do Palhaço e eles foram às ruas em uma passeata, para celebrarem e as pessoas perguntavam que manifestação era aquela e eles respondiam: “Não é manifestação contra nada é uma passeata a favor do bom humor, da esperança, do sorriso, da alegria e do amor”.

Cada palhaço tem a sua particularidade, existem os pioneiros.  A dinastia Galdino Pinto tem como seu membro mais ilustre seu filho Abelardo Pinto, o famoso Palhaço Piolim. Nasceu em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo em 27 de março de 1897.

Em entrevista dada ao Jornal Folha de São Paulo em 1957, diz:

Não fui como os outros meninos, que entravam no circo por baixo do pano. Nasci dentro dele e levava uma vida que causava inveja aos outros garotos. Eu, do meu lado, tinha inveja deles. Eles tinham uma casa, tinham seus brinquedos comuns e podiam ir diariamente à escola. Eu começava a frequentar um colégio e o circo se transferia. Lá ficava eu sem escola”.

Morar em um circo povoa o nosso imaginário, leva a gente a querer ir embora com ele, mas não são todos os palhaços que fazem morada em circos. Existem os palhaços que se espalham nas calçadas das cidades, em feiras literárias, e até em espetáculos teatrais como é o caso do Palhaço Pepe, que é considerado o nosso Chaplin Brasileiro. Ele como o Piolim, já nasceu no circo, mas atravessou o picadeiro e chegou aos palcos com seu nariz vermelho em um espetáculo inusitado “Quanto mais Bagunçado Melhor”, com muita pantomima e palhaçadas deixando adultos e crianças encantados. Pepe se apresenta pelo mundo, atualmente está em temporada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes a convite do Parque Temático da Ferrari, só voltando ao Brasil em Março de 2017. Provando que não há fronteiras para a linguagem universal da palhaçada.

GOSTO DOS PALHAÇOS

Gosto dos palhaços!

Não daqueles que nos envenenam a vida

Com as palhaçadas, tristes de hipocrisia

Mas daqueles que nas pistas nos fazem rir

Com ar de desajeitados e de pura fantasia

 

Gosto dos palhaços!

Vê-los nas suas fatiotas brilhantes prateadas

Entram na pista e as crianças ficam encantadas

Olhos arregalados, rir de felicidade, aplausos

Desde que há uma farsa não perdem pitada.

 

Gosto dos palhaços!

Hoje vou ao circo, acompanho as crianças

Nos seu rires, que lembram a minha mocidade

Crescemos e o circo da vida nada tem para rir

Mas para uma labuta constante pela verdade.

 

Gostos dos palhaços!

Ainda hoje eles me fazem rir. (Alberto da Fonseca)

Ser Homem palhaço, pai palhaço, filho palhaço, avô palhaço, marido palhaço e amigo palhaço, é ser Mais influente para não deixar quem está em volta perder a sua criança, é todos os dias descobrir juntos como vencer os desafios com um largo sorriso, mesmo quando os dissabores da vida se fazem presentes.

Viva as boas Palhaçadas da Vida!

Galeria:

Fotos: Reprodução

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