A saída de Nelson Teich do ministério da Saúde representou uma preocupação para o ex-ministro da pasta, Luiz Henrique Mandetta. “Foi um mês perdido”, afirmou, ao participar do programa CB.Poder, parceria do Correio com a TV Brasília
Em sua análise, Mandetta diz que o ex-ministro praticamente não teve tempo para fazer nada no cargo. “A única medida foi exonerar as pessoas que estavam lá trabalhando”, disse.
Para ele, neste mês, era necessário tomar uma série de medidas, como aumentar o tamanho do sistema de saúde e o número de leitos e tentar uma maior aproximação com a China, para trazer mais respiradores ao país. “Perdemos um mês, que era a espinha dorsal de todas essas tentativas.”
Quando assumiu o Ministério, em 17 de abril, o país tinha 33 mil casos e 2 mil 143 mortos. O ministro deixa o governo menos de um mês depois: 202 mil casos e 14 mil mortos. Em pronunciamento na tarde desta sexta-feira, o ex-ministro não detalhou os motivos de sua saída, agradeceu ao presidente pela oportunidade e afirmou que deixa um ‘plano pronto’ para auxiliar estados e municípios no combate ao coronavírus.
