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Encontro entre Kim Jong-un e presidente da Coréia do Sul está confirmado

Após um 2017 de ameaças de destruição múltipla, as Coreias do Norte e do Sul seguem uma agenda de aproximação. Nesta quinta-feira representantes de alto escalão dos dois governos se reúnem na vila de Panmunjom, uma zona desmilitarizada na fronteira, para decidir detalhes de um encontro, marcado para o final do próximo mês, entre os mandatários dos dois países, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder do regime norte-coreano, Kim Jong-un.

A reunião entre os representantes da península dividida pode trazer calmaria à região, atormentada recentemente por ameaças de ofensivas nucleares depois que Kim passou a testar seus mísseis balísticos.

Espera-se que, de uma reunião entre Moon e Kim, saia o terreno para a reunião entre o norte-coreano e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve acontecer em maio deste ano.

No início desta semana, Kim foi secretamente em visita à China, onde se encontrou com o presidente Xi Jinping, sua primeira viagem internacional como líder do país desde que assumiu o poder, há 7 anos.

Em Pequim, Kim anunciou suas intenções de encontrar Trump e vagamente afirmou que estuda a entrega de suas armas nucleares sobre algumas condições.

Ele também aproveitou a viagem para reatar o diálogo econômico com o governo chinês, travado por sanções internacionais impostas ao país depois que os testes balísticos se intensificaram.

Segundo Donald Trump escreveu em sua conta no Twitter, ele recebeu uma mensagem de Xi  Jinping, horas depois do encontro, afirmando que a reunião com Kim havia sido muito calma e que ele estaria ansioso para conversar com o americano.

Mas Trump deixou claro suas intenções: “sanções máximas e pressão precisavam ser mantidas a qualquer custo”.

Se a reunião de fato acontecer, Trump será o primeiro presidente dos Estados Unidos a ter se encontrado diretamente com um líder norte-coreano.

Tecnicamente, os dois países estão em guerra desde 1953, já que a Guerra do Coreia foi interrompida por uma trégua e não por um acordo de paz.

Coreanos e chineses já trabalham em proximidade para resolver a situação e aumentar laços econômicos e de parceira. Trump corre o risco de que a situação seja solucionada sem ele.

Fonte: Exame

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