6.1 // denise prado

Do Tietê ao Mississipi

Em Novembro de 1942, mesmo com a Segunda Guerra Mundial alarmando a todos, chega chegando Leo Robinson, nome escolhido para o terceiro filho de uma família de cinco irmãos, na pequena cidade de Gilette, Arkansas, alheio a qualquer fato que pudesse comprometer o clima de alegria, que se encheu de calor com a chegada do pequeno Leo.

Como toda criança negra da época, sofreu todo tipo de discriminação. Porém, nem a pobreza, nem o preconceito o impediram de desfrutar muitas alegrias na infância. Guiado pelas mãos da própria mãe, que cantava no coro da igreja Batista, o pequeno Leo, antes mesmo de saber ler e escrever já ensaiava os primeiros passos de sua trajetória musical.

Cleophys Robinson acabou por assumir a educação dos filhos, em função das sucessivas viagens que o marido militar, Clyde Robinson, realizava para o Exército Americano. Foi em Seattle, WA, em uma das inúmeras missões do governo, que Leo viveu o resto de sua infância e uma agitada adolescência, que ficou marcada principalmente por ter como vizinho e colega de escola Jimi Hendrix, com quem dividiu o primeiro grupo musical, Rock Teens.

Inspirado e influenciado por monstros sagrados do blues, como Albert King e Muddy Watters, o jovem aos 15 anos, começou a compor, e ainda nesta época agitou famosas casas de shows dos EUA e Canadá, atraindo a atenção da mídia pelo entusiasmo com que contagiava o público.

Léo, já não é mais Léo há muito tempo… Seu nome artístico JJ Jackson, como é conhecido mundialmente está definitivamente incorporado a sua vida e esse nome artístico foi lhe dado a partir de uma apresentação no programa Fantástico na sua chegada ao Brasil. Ele não falava português e em uma das gravações do programa o chamaram: “E agora com vocês o internacional JJJackson”.

Como não entendia nada, ficou no camarim, até que alguém da produção veio e disse: “É você”. E lá foi ele empurrado para gravar ao vivo sobe o nome JJJackson, ficando assim rebatizado no Brasil pela TV Globo. Esse nome já deu confusão, pois há uns 10 anos atrás morreu outro cantor JJJackson norte americano e foi um auê entre os fãs dos dois JJs, por isso ele resolveu se rebatizar de JJJackson do Brasil.

Esse homem que está completando 74 anos essa semana (29/11/1942), com corpinho e energia de 47 (palavras de sua sogra), faz academia três vezes por semana, tem uma agenda de shows lotada pelo Brasil, uma legião de fãs e amigos que adoram as suas tiradas bem humoradas, não gosta de focar em problemas, está sempre dando risadas, é um pai e avô amoroso. Esmeralda Nascimento, sua esposa, conta: “Aqui em casa de vez em quando a risada dele no quarto me contagia… Vou lá conferir o porquê do riso e ele diz: nada baby, só estava lembrando de uma coisa engraçada. Ele nunca lembra de problemas ou coisas negativas. Tem um espírito jovem.”

JJ brinca que tem alma de baiano! Não à toa: dos 55 anos de carreira, 30 exercidas no Brasil. A principio entre idas e vindas para a Terra natal, hoje em dia, na opção entre agendas, confessa a preferência pelo publico brasileiro. E Não é pra menos, suas canções já estiveram em várias novelas como: Bebe a Bordo, Vamp, Uma Rosa com Amor, Jogo da Vida (primeira trilha minha no Brasil), Barriga de Aluguel, Rainha da Sucata, Salvador da Pátria e Que Rei sou Eu, são as que ele se recorda.

Seu Projeto mais novo é um show de Voz e violão chamado “Do Tiete ao Mississipi”, onde ele e o artista Giba Biblos promovem um encontro delicioso entre Brasileiro e Americano, mostrando verdadeiramente que a Musica não tem fronteiras e pode sim cada vez ser Mais Influente entre si.

Para saber mais sobre esse Artista maravilhoso e sua agenda imperdível, clique aqui.

Galeria:

Fotos: Reprodução

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista