6.3 // henrique narita

Desafiador

Olá amigos! Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos os participantes da clínica que ministrei em Capinzal – SC, um verdadeiro sucesso! Foi além de tudo, muito divertido e descontraído. Espero ter conseguido acrescentar algo a todos vocês, principalmente a vontade de jogar e se aperfeiçoar, seja no nível amador, seja em nível mais avançado. Muito obrigado também aos organizadores desse evento. São de iniciativas como essa que precisamos no nosso esporte.

Mais um ano está chegando ao seu final. Muitas coisas aconteceram em 2017 e algumas ainda estão por acontecer.

Pelo lado esportivo, consegui atingir pontuação para estar entre os quatro melhores do Brasil em rating. Embora a CBTM – Confederação Brasileira de Tênis de Mesa ainda não tenha atualizado. Consegui vencer Copas do Brasil, fui Campeão Brasileiro por Equipes, ganhamos os Jogos Regionais do Estado de São Paulo, e alguns outros pódios. Tudo isso devo a vocês que me acompanham e torcem por mim.

A cada dia que passa, acabo por me dedicar menos a parte atlética esportiva e mais a projetos que visam a popularização do esporte amador, em especial o tênis de mesa. E como consequência desse trabalho que venho fazendo, aliás, a duras penas, acredito tem tido como consequência a abertura de caminhos para outros tantos vários projetos.

Tenho visto amigos com canais no Youtube, com programas ótimos e divertidos, tenho visto um certo aumento (porem longe ainda do mínimo necessário) de patrocinadores, dentre outras iniciativas. Isso tudo me deixa feliz e aliviado de ver que não corro só e sim com muita gente que tem o mesmo objetivo. Quem sabe possamos juntar forças um dia e criar algo realmente relevante e positivo pro nosso esporte.

Porém (sempre tem um porém) temos que tomar muito cuidado com nossas ações. Nesta época turbulenta que o Brasil vive em função de suas lideranças políticas, certa vez ouvi algo que concordo! Os políticos que aí estão, nada mais são que reflexos de como somos! Só estão lá e só estamos nesse estágio porque assim também o somos.

E temo que isso seja também verdade na gestão de nosso esporte querido. Os dirigentes que tanto reclamamos são diferentes de nós ou são nosso reflexo? Tenho visto agremiações de tênis de mesa por aí, onde os dirigentes, que se tornam verdadeiras “celebridades” locais, se acham no direito de fazer o que bem entender, de formas nada democráticas ou “republicanas” como gostam de dizer os comentaristas da rádio Jovem Pan, rsss. Se sentem dono de algo que não são, sentem e se gabam por achar que precisam ter algo em troca do trabalhao muitas vezes voluntario de dirigir a agremiação. Ora, se esse é o caminho, explica-se, portanto, o porquê merecemos esse tipo de comando e postura nas federações e na confederação. Nada de diferente!

Observem que não estou falando de nenhuma em especifico, mas de todas em geral. Iria aqui dar exemplos, mas achei desnecessário até para não expor pessoas, vez que nosso universo não é assim tão grande.

Então, quero pedir a todos que tenhamos capacidade de fazer de nosso esporte um ponto inicial de melhora de toda nossa sociedade! Desafiador? Sim! Mas é possível.

Um grande abraço a todos e até a próxima!

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista