6.3 // henrique narita

Aproveitar a onda pra melhorar

Olá amigos! Semana curta! Antes de tudo, desejo um bom feriado a todos!

O que podemos tirar de lição com relação ao episódio da prisão preventiva de Nuzman, presidente do COB – Comitê Olímpico Brasileiro?

Na coluna passada, ressaltei que não estava julgando-o, até porque não foi condenado ainda, tampouco também não foi absolvido.

Entretanto, tantos são os indicadores de que algo não está correto no caminho do esporte olímpico brasileiro. Entrevistas da Paula do basquete ao longo dos anos, do Meligeni do tênis, dentre outros grandes esportistas, nos davam a dica de que a coisa não estava bem. O entusiasmo da realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro ajudou a mascarar esse cenário.

Acho que podemos aprender um pouco com tudo isso.

Poucos são e foram os atletas que denunciam situações ou emitem opiniões contrárias aos interesses desses “cartolas”, por receio de perderem vaga em torneios importantes, perderem patrocínios, perderem status, dentre muitas outras consequências. A Paula do basquete, isso ela comentou publicamente, teve dificuldades até para ser comentarista de uma rede de televisão, em jogos olímpicos passados. Tamanho a campanha que o COB fazia contra ela em retaliação a sua postura.

No tênis de mesa, o cenário é o mesmo, se não for pior. Quem é do meio, profissional ou amador, sabe das mazelas de nossa modalidade. Mas ninguém denuncia, ninguém emite opinião, ninguém faz nada. Pelo contrário, minha saudável rebeldia sempre provocou conselhos de amigos me pedindo para deixar pra lá… pra não reclamar sob risco de ter consequências e penalidades… sofri bastante sim, mas abri mão do sonho de jogar pela seleção depois que conheci os meandros medíocres do meio.

Temos que nos tornar independentes da confederação e federações. Temos que conseguir nosso “ganha-pão” sem depender de bolsas estatais. E como conseguir isso? Popularizando e massificando nossa modalidade. Ajudando a todos os projetos da comunidade mesatenistica. Prestigiando os torneios em forma de liga. Só assim, poderemos ficar independentes disso tudo e exigir das federações e da confederação que cumpram seu papel como deve ser feito.

Outra coisa que devemos aprender é que devemos ter dignidade de dizer não a certas situações. Temos que nos unir. Porque um jogador federado do tênis de mesa, não pode disputar torneios diversos que existem por aí? Isso seria muito bom para a popularização e para aumentar o nível técnico dos atletas em geral, principalmente dos “não federados”.

Porque a CBTM não fomenta o esporte com prêmios para os vencedores de Copas do Brasil e Campeonatos Brasileiros? Porque não se divulga publicamente os critérios de escolha dos participantes da famosa seletiva da CBTM ? E de preferência com muita antecedência para todos possam tentar focar seus esforços e não somente depois, numa tentativa de justificar quem foi escolhido.

Vamos formar uma comunidade brasileira do tênis de mesa, com ética, transparência e honestidade e assim, por consequência os cartolas também melhorarão!

Me escrevam para soutenisdemesa@gmail.com!

Um abraço e até a próxima!

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista